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domingo, 6 de agosto de 2017

Viver eis o desafio




Epa fim de semana ao estilo dos poetas que vive doente. Mas escrever é uma necessidade vital e quiça as vezes seja o ultimo. Ninguém sabe o que vem depois. Vivamos intensamente. A literatura de cordel tem chegado a mim de forma nova. Estava ligado em Hai Kai mas o cordel vem através de Paulo Barja , Marzia Gatto que é atriz e escritora. Tantos gêneros literários que podemos experimentar e a cronica parece estar em minhas veias. Estava jogando minhas frases no Face para
bombardear e alguém ponderou que parece auto ajuda. Único gênero literário que não quero experimentar. Linguagem é experimento. E letramento não é só ler e escrever é teatro , dança , cinema, musica não aprendemos o mundo só pela literatura mas com tudo que nos cerca !
Hoje me diverti numa sala de leitura lendo revistas e jornais no inicio de uma tarde , vi duas exposições e um velho Bandeirante em um parque.
Sou do tempo dos jornais. Sei achar o que me interessa para entender nossos dias. E não é que na revista Planeta diz que existe multi versos. Vários universos. Não achei a Caros Amigos sai mais
leve lendo O Vale e a Folha de São Paulo. Dia de céu azul e frio e as pessoas no parque. Nem de longe uma cena de uma musica de Gilberto Gil. E perdemos Luiz Melodia tanta gente boa indo
embora e muita gente para ser descoberta.
Vivemos um mundo meio andrógino onde homens se maqueiam em comerciais de TV. Uma exposição de gravuras que critica a propaganda. Mas sempre nos enganamos. Sera que o leitor chegou até aqui neste meu texto ? Texto é tecer. Criar nem sempre o novo já tentei misturar gêneros numa escrita pretensiosa. Já não pretendo nada fico com o ostracismo e a solidão necessária aos que escrevem. O mundo a vida é um laboratório para entende-lá e tecer meus escritos.
Talvez tenha pretensão ai ? Hoje li Carlos Heitor Cony que talento. Barja e seus cordéis me encantam já tivemos a convivência e a presença de Paulo Nubile neste universo caipira de nossa
cultura no interior entre Sampa e Rio.
Estamos fora e nem somos umbigos com nossas artes. Viver de arte ? Arte é respirar. Imaginar
ser livre. Mas o que é liberdade ? Neste debate interminável sobre gênero. Ney Matogrosso disse que é masculino e pronto. Masculino e Feminino. Mas o corpo é arte ! Do corpo se faz a arte. Porque não o inusitado no corpo masculino ? Só as mulheres experimentam o lúdico no se vestir.
E o corpo masculino sempre a deriva no ostracismo de uma sociedade patriarcal que se esvai. Não ser , nos faz ser ?
Poemas , poesia , arte .. Tantas dialéticas … E a cidade pulsa a vida pulsa .. Vi uma exposição de ciências hoje. E somos uma cidade de ciências e arte. Que tudo se misture esta magia estava na presença de Paulo Nuble e agora em Paulo Barja, Jacek Ricardo SLEVAWA porque não abrir os Laboratorios de Ciências Exóticas no INPE, CTA. Deixa as crianças os artistas brincarem naqueles imensos computadores. Que nem sonhamos chegar perto ?
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS pode ser um experimento humano e não desumano !
Arte , ciência , religião de forma harmônica e integrada. Trabalhei numa escola ao lado do INPE, CTA e nem sentia a presença da ciência e de seus cientista. A educação Básica precisa da presença de doutores , cientista estimulando a criatividade.
Só um prefeito meio cientista, exótico circulava cantando o hino nacional nas escolas.
Viver a ciência é necessário. Experimentar , criar, temos a possibilidade de fundir ciência e poesia , matemática e palavra que é tudo a mesma coisa.
Somos enfim experimentos divinos , fragmentos de estrelas.
Esta cidade pode ir além mas parece ficar aquém. O estado é um pacto social mantido por nós.
A cidade é algo imaginado, tecida dia a dia num texto interminável.
E João Nicolau quer se aventurar nas trovinhas. Façamos da arte uma revolução individual e coletiva.
Afinal este momento só acontece agora. Viver eis o desafio. Sobreviver e desesperança.
Tanta gente que me ensina sobre a vida e aqui citei alguns nomes.
Mas qual é o nome de nosso pai ?!
E seja feita sempre a vontade do Pai que esta dentro de nós !




Joka


João Carlos Faria

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