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sexta-feira, 16 de junho de 2017

Inúteis

Dedicado a Jacek Ricardo Sielawa

“ Poema de Jacek

LANCEIROS NEGROS, No Porto mais triste de todos alegres portos do mundo, no paralelo mais 30, mais até do que se sinta.
O estado do prédio era de puro abandono. Abandono é não ter dono, Ninguém abandona pessoas, pessoas não tem dono, embora seus estados, sejam de puro abandono.”



Para sair deste politicamente correto agora vos chamo a todos de seres humanos.
Já que ter sexo masculino ou feminino anda bem fora de moda.
Este tal de gênero. Estamos querendo dar outros nomes as coisas, objetos e a nós
desumanos. 
Não se pode dar as cores o sentido do rosa e do azul ?
Silenciamos diante de uma minoria ruidosa. Enquanto no mundo real são todos
massacrados no velho sistema.
Como somos idiotas. Somos maioria e minoria no mundo sem respeito a humanidade.
E por baixo do tapete transvestis, homo sexuais e todas as vertentes são indistintamente
mortos e massacrados.
As periferias sempre a margem sendo “favela ou comunidade “ não temos direito
nem sabemos escolher presidente seu “Róger “
Velha canção do Ultraje a rigor e hoje Róger execra na redes sociais.
Negro , pobre , puta, bixa , trave co são nomes dado ao povo.
Que se cala. Que se mata no uso de crack, álcool, maconha.
Lutar é inútil ?! Nestes dias incorretos ?
Pasto merda no pasto diz Moraes em poemas bombas.
Bombas de arte. No cotidiano de desemprego, injustiças sociais.
Enquanto vermelhos e azuis incendeiam a pátria da corrupção diária.
Estamos “mortos “ diante da impossibilidade “democrática “
Reagir ? Mudar ?
Inúteis na imprecisão de dias mortos.  
Fico com as anárquicas bombas poéticas de 
Jacek Ricardo Sielawa. A inutilidade do poema lhe dá vida.

Joka

João Carlos Faria 

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