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quarta-feira, 26 de abril de 2017



Foto Joka

João Carlos Faria

Ei seu moço do disco voador !
 
Outono 
Pássaros brincam em círculos sobrevoando o banhado.

Outono
O banhado em dia de chuva !

Banhado
São José dos Campos.
A poluição do ar !
Tira o encanto dá cidade.

Silêncio !
Adormecidos no desencanto ..
A cidade se . . . ?!

Outono
A torre dá refinaria espalha.
O cheiro dá morte !
 
Como é triste ver, sentir e cheirar São José dos Campos.
Tirar ou arriscar poemas diante deste ar ! Podre ontem caminhei pela Rua Sete de Setembro e este ar o mesmo que respiramos na Vila Industrial.
Ainda o que nos salva é o Banhado que corta este Vale do Paraíba. Mas até virar bairros ?
Ontem comecei a ver o documentário Minimalism na Netflix. Tantas crises neste planeta.
Guerras e possibilidades de guerra.
Este documentário nos mostra a necessidade de cortar excessos.
Mas e nos aqui no terceiro mundo ? Ou quarto ? Que batalhamos a vida toda para conseguirmos uma aposentadoria.
Onde muitos alternam entre emprego e desemprego.
Mas o que tudo tem a ver com uma refinaria ? Ao lado da Rodovia Presidente Dutra quase no centro da cidade.
A dispersão destes poluentes nos adoece e mata muitos que não estão nas estatísticas.
Começo a pensar em saídas da cidade. Mas uma amiga me falou da contaminação dos mares.
Chegamos a uma sociedade com alta tecnologia e estamos em um suicídio civilizatório.
Não temos para onde ir ?
Buscar saídas , mas nossa inteligência e rara. Como deixar este abismo ?
Não temos naves espaciais. Nem chaves de portais. Portanto devemos encontrar saídas que não seja um acerto de contas nuclear !?
Minha aldeia tem seus ares, solos, águas contaminadas.
E o que podemos fazer para mudar. Além de publicar poemas ecológicos nas redes sociais ?
Só tenho perguntas e nenhuma resposta. Vou silenciar minha mente . Descansar o corpo e aquietar a dor humana.
Este labirinto não é só de Minotauro tem uma saída que não seja a hecatombe nuclear ?
E a poesia que nos consola Jorge Mautner , Cassiano Ricardo , Vinicius de Moraes , Raul Seixas, José Moraes Barbosa .. Estes e outros poetas não citados nos falam deste caos. Mas além deste quem nos avisou no século dezenove foi LIEV TOLSTOI.
Este caos humano de dor e desamor precisa encontrar saídas que não seja a hecatombe o fim da civilização.
 
Joka

João Carlos Faria

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