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quinta-feira, 17 de novembro de 2016


Por onde anda o coração

Nos tempos em que o poeta criava o Eclesiastes eu via o poeta
e Deus caminhando lado a lado.
Via Deus no fogo … na água em qualquer lugar.
E onde anda Deus nos dias de hoje ?
Ele se esconde onde ?
Quantas vezes olhamos para o céu ao longo do dia ? Preferimos
brincar com os novos espelhinhos estes pequenos aparelhos
que contem um universo quase vazio. Vazio de alma.
Quiça fossemos sábios e inteligentes .. ai não ficaríamos brincando
de espelhinhos como quando demos os primeiros passos na América !
Quantos seculos se passaram só muda os espelhinhos.
Quantas velas devemos acender para Deus ? E não vemos Deus em
tudo que nos cerca ?
Quero andar de canoa daquela contada num poema de Ricola !
Mergulhar profundamente no rio. E acender fogueiras a margem
do rio.
Quero andar por ai .. Caminhar a beira do Atlântico Oceano como
Anchieta.
Descobrir novas línguas, dialetos.
Eita para que tantos espelhinhos esta “ mudernidade “ consome
nosso tempo e a areia escorre pela ampulheta.
Cade Deus ? Por onde anda ?
Certamente não esta dentro destes espelhinhos que nosso narcisismo
insiste em olhar.
Eu não vi. Não vi … devo deixar estes espelhinhos em algum canto
de reciclagem e seguir minha jornada dentro de mim.
Nos tempos em que o poeta criava o Eclesiastes eu via o poeta
e Deus caminhando lado a lado.
Hoje já não vejo, só espelho. E ai Caetano não sendo Deus espelho
é feio ?

Joka

João Carlos Faria


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