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quinta-feira, 3 de novembro de 2016


Criar eis o verbo … ação reação …


Parque da Cidade ! Arvores no meio do caminho, a cidade
sempre inusitada.
Eu nestes dias só vendo séries. Hoje li algumas coisas. Como
é difícil fazer render o tempo para leituras … mas as vezes
chegamos lá e alcançamos este objetivos.
A cidade sempre fatal … nada como ouvir Velvet Undeground letras,
palavras … e nada acontece ! E tudo acontece …
Poemas a serem lidos. Criar eis o verbo … ação reação …
palavras tenho refletido muito a vida e vivendo ela fora bem
fora das redes sociais …

Caminhar,
sentir viver !

Umas cordas , guitarras , ciranda, viadutos
que atravessam a linha do trem …
Santana,
centro !

Eu vivo a cidade , respiro a ferocidade da cidade,

chaminés, incendeiam nossos ares …

Um dragão em forma de nuvem !

Por onde caminhar ? Mercadão , pasteis, caldo de cana.

Leituras numa biblioteca devastada pelo tempo, mal
cuidada sem títulos sem vida …
Távola redonda foi um poema
perdido em algum canto desta biblioteca,

hoje sem almas delinquentes,
nada de revoluções. Sem provocações.
Cidade zumbi , em seus celulares .

A morte se apossou de nossas almas , sobreviver não é viver .
Quem ousa ser outsider nestes dias fast food !

Vida, quase breve vida …
A cidade iguala-se .
Resistência nenhuma só existe poetas oficiais do stablishment.
Artistas de cartão de ponto em instituições fracassadas …
Eis qualquer cidade no Brasil …

Arte para que ?

Artistas almofadinhas e consumidores de coca – cola , lanches
de redes fast food …
A cidade adormece, dorme.
O sono da alienação.

Não temos resistência. Caminho por ela em buscas de almas
corsárias. E só vejo zumbis em pleno dia. Defuntos em
vida.


Joka

João Carlos Faria

São José dos Campos São Paulo Brasil dia 3 de Novembro de 2016.

Biblioteca referida no texto “ Cassiano Ricardo “ 

https://www.youtube.com/watch?v=6xcwt9mSbYE

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