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quinta-feira, 20 de outubro de 2016


A poesia que nos dilacera



Este poema de Arnaut Daniel revela o belo do ocidente ! Não somos só conquista e podridão
também somos AMOR !
Palavra rara no viver , escrever , poetas são seres mentirosos ? Quem diz é Fernando Pessoa eu
não digo nada. Diante destes nem existo ainda !
Que livro este de Ezra Pound um autor polemico em seu tempo. Levei anos para lelo. Mas cheguei a fragmentos de sua escrita este livro é redudante falar de sua importância.
Falta alguns poemas para eu completar e ler . Paulo Rafael falava com sabedoria deste livro. Confesso cabe me ler e reler e devorar e debater …
Hoje deu uma vontade de mergulhar em uma piscina com a obra de William Shakespeare dias destes na obra de Machado de Assis como deveríamos criar tempo e ainda não sei passar este amor as artes aos alunos que passam por mim eu professor ainda frustrado mas no caminho.
A Net Flix vem criando grandes obras hoje comecei Marco Polo assisti ao primeiro capitulo. Confesso a dificuldade em descobrir bons filmes … mas as séries … O que é arte ? Talvez o que nos faz humano. O renascimento se não estiver errado é quando a humanidade se olha. E não quando saiu do paraíso e descobriu- se a nudez.
Sei que a saída do paraíso é simbólica .. mas aqui escrevo sem os símbolos é o amor em suas
deveras maneiras aqui em Arnaut Daniel na forma carnal ? E não no espiritual o tantrismo ?
Ou no ocidente a alquimia que tanto falava Solfidone.
Tanta delicadeza na vida. E eu que tenho que estudar gramatica para conseguir uma vaga para passar um
ano de professor no infantil.
A realidade é dura nem sei quando farei cinema? Escrever é bem mais barato desde que não se
publique livros.
A vida é leve … tem cheiro de brisa e os espinhos não são mera ficção. É quem sabe um
roteiro para filmar com minha velha Sony ?
Quem ousa se aventurar ao mundo < Beth > no mundo do cinema e ai Elizabeth Souza e o seu
site labirinto ?
Um velho delírio que já foi imaginado. E quem lê Murilo Mendes ?
A vida esta ai …
Não deixem de ouvir a versão do poema pela MUSA HIBRIDA.
E que lancem idéias de roteiros que possam ser realizados.
São dez da noite daqui a pouco me transformo em abobara e adentro ao universo
dos contos de fadas.




Joka
João Carlos Faria









Livro : Abc da Literatura
Autor : Ezra Pound
Tradução : Augusto de Campos e José Paulo Paes
Editora : Cultrix
Paginas 182 a 185.
ARNAUT DANIEL ( 1180 - 1210 )
Aura Amara
Aura amara
branqueia os bosques, carcome a côr
da espêssa folhagem.
Os
bicos
dos passarinhos
ficam mudos,
pares
e impares.
E eu sofro a sorte :
dizer louvor
em verso
só por aquela
que me lançou do alto
abaixo, em dor
- má dama que doma.
Foi tão clara
a luz do seu olhar,
que no meu coração
gravou a imagem.
Dos
ricos
rio, seus vinhos,
damas e ludos
parecem-me vulgares.
Só tenho um norte:
morrer de amor
imerso
no olhar da bela
que me tomou de assalto,
seu servidor
ser, dos pés à coma.
Amor, pára !
Que queres mais provar ?
È inútil torturares o teu pagem,
só os
picos
dos teus espinhos
ponteagudos
dares,
flor negares.
A alma é forte,
mas o corpo inverso
já se rebela
e quer de um salto
colhêr a flor
de bôca, beijo e aroma.
Se me ampara,
essa a quem vivo a orar
no calor
da sua hospedagem,
justifica os meus descaminhos,
muda os pesares
dos meus pensares.
Mas antes morte
me propor
adverso
do que perdê-la,
meu sobressalto.
Que o seu valor
é mais que qualquer soma.
Face cara
que me faz pervagar
sem temor,
atrás de uma miragem,
nos becos,
pelos caminhos
mais desnudos,
por ares
e por mares,
em louco esporte.
Desprezo o humor
perverso
e,surdo, a ela
sobreamo, falto
de senso, amor
maior que a Deus tem Doma.
Vai, prepara
canções para doar,
trovador,
ao rei em homenagem.
Rústicos pães, duros linhos
serão veludos,
raríssimos manjares.
Parte com porte .
Embora em dor
subverso,
venera o anel. A Aragon, baldo,
vai teu ardor,
pois quem comanda é Roma.
Ei-la em seu forte.
Combatedor
converso,
em sua cela
sou prisioneiro, Arnaldo.
Esse sabor
de amar ninguém me toma.



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