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sexta-feira, 30 de setembro de 2016


Onde a barbárie é lei

Abro as redes sociais e recebo um milhão de socos no estomago. Abro a porta da sala de aula e a
realidade toda nua e crua diante de minhas retinas os socos são reais.
A poesia de Edu Planchez chega -me a galope confesso não consegui ler todos os poemas um
novo livro de um velho poeta e suas andanças pelo Rio de Janeiro.
Nesta semana onde esbravejei a realidade sem virgula e sem ponto em um sarau com Alice Ruiz
uma tempestade de idéias mas nada igual a experiencia de três horas com Zé Celso ali presença
marcante de Harley Campos.
Quisera eu mergulhar no teatro Oficina mas minha realidade não me permite … Fico com a
leitura de Pistis Sophia uma edição de verão quase utópica da revista Entrementes que Carlos Guedes nos sugeriu ?
E o que é escrever … fazer revolução mas revolução para mim esta dentro após vivenciar
a sabedoria de Samael Aun Weor passada a mim por Solfidone, Elizabeth Souza.
Na terça-feira no SESC São José dos Campos não fiquei na solidão da sala de leitura onde teço
teias para caçar boas ideias. Juliano Maurer já na entrada com belas ideias das desventuras, amores
e dores da realidade das salas de aula.
A periferia entrou na minha realidade. Com o personagem professor na realidade da sala de aula
o poeta ainda não se fez presente. Como salvaremos a educação no Brasil ?
O que me diria Paulo Freire ?
Sinto- me ainda frustrado com toda minha experiencia de vida , frustrado , diante de um sistema
quase falido. Onde no ciclo dois da educação fundamental nada se aprende e a barbárie é lei.
Que lei é esta de um estado paralelo que se faz real. É a vida e nenhuma literatura acadêmica
nos traz o preparo para esta realidade devo criar minha própria teoria e achar nossa redenção.
Quero recordar minhas memorias ancestrais … E vi na figura humana de Zé Celso alguém
que reconhece o Brasil. Sampa não é para mim. Quero um lugar no interior deste Brasil.
Hoje assisti ao ultimo capitulo de uma novela épica . Sempre vi algumas cenas de Velho Chico.
Assisti a uma peça de Zé Celso e muitas de Harley Campos que nos deixou cedo.
E Edu Planchez no desatino ousa reinventar a poesia. Nos criamos o LITTER com inúmeros companheiros de jornada … E Elizabeth Souza fundou o Entrementes …
As portas de nossos coletivos estão sempre abertas só os coletivos reais e imaginários irão
salvar o Brasil e o mundo. A velha esquerda com seus partidos se afundam em lama. E a direita
ganha espaço. Só a antropofagia nos une assim proclamou Oswald Andrade e Zé Celso nos
fez dançar uma ciranda em nossa antiga câmara municipal. Queria eu naquela Zona Autônoma
Temporária ir dançar ciranda na praça afonso pena.
Mas assim não aconteceu. Uma edição de verão quente do Entrementes !
Não sei se acontece mas estou convidando todos os “ libertários “ que tenho uma quase afinidade.
A vida é rotina e é magica sejamos Xamãs aos escrever e ao dançar ciranda … um figurino esta
me aguardando.
Quero criar uma nova moda. Uma nova vida e quiça uma nova maneira de economia.
Amei ao redescobrir os Socialistas Utópicos em um livro de historia em uma sala de aula. Precisamos conhecer para alcançar a sabedoria.
Viva o Entrementes e suas edições em revistas … que nasça editoras … Léo Mandi em
um papo pos sarau disse que editoras estão nascendo nesta cidade.
José Moraes Barbosa quer criar um premio sátiro para reverenciar a cidade e o Brasil.
Aquela noite com a presença de Alice Ruiz foi incendiaria na cidade das palavras.
Afinal sonhar é a possibilidade de fazer nascer o novo.
Já que a velha forma de fazer e construir as relações politica esta falida.
O novo urge abriremos caminhos para as novas gerações … Tupi or not tupi …
e Zé Celso comandou esta ciranda … em um festivale … e os Hais Kais de Gustavo Terra
que estiveram presentes no SESC e nas edições do LITTER E POESIA INDUSTRIAL.
A vida urge e Edu Planchez nos enviou sua visceral pulsante poesia.

Joka

João Carlos Faria


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