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segunda-feira, 12 de setembro de 2016


Violeiro Embananado

Ai, ai , eu vou pegar minha viola,
Concepcionoclapa no sertão :
Eu vou por Vietnam na minha viola,
Chacrinha e Apolo 11 em meu feijão.
Ai, ai , eu ponho um tigre em meu roçado.
Shel super, genial, na plantação :
Vou dar LSD para meu gado,
Psicodeliciar o meu rincão.
Milho verde, ciclamato, cangaceiro, astronauta :
Super – malô – carro de boi e avião.
Sertanejo transviado, guerrilheiro embananado,
Futebol, luta de classi- ficação .
Transpatelizar meu coração.
E pra findar meu sonho computado,
Eu jogo a Bomba H no meu sertão !

Musica de Paulo Eduardo de Souza o Paulinho e José

Renato de Oliveira , o Banzé




Livro Ditadura Nunca Mais de pesquisa e texto de Moacyr Pinto da Silva.



Alou alou Terezinha por onde anda estes compositores ? E cade a melodia da música ?
Quem nos poderá dizer Bete Quadros ? Cesar Pope ? Santos Chagas ?
Letra genial que ganhou o Festival o segundo Sabia de Ouro de 1970. No depoimento de Andre luiz
Cardoso Freire que foi presidente da Fundação Cultural Cassiano Ricardo de 1993 a 1996. Responsável pela criação das Casas de Cultura na Gestão Ângela Guadagnim.
Esta musica mostra a força de nossos músicos. E uma geração que vem antes de Miltom Blau,
Santos Chagas e muitos talentos de nossa música.
Pena que um Festival como este foi calado por uma ditadura militar. Que traz um imenso
prejuízo ao Brasil nos dias atuais.
Esta ai a letra publicada no livro Ditadura Nunca Mais ! Lançada na rede como numa garrafa
para redescobrirmos estes compositores e outros mais.
Sempre achei que a riqueza da cultura vem de longe na cidade. E podemos ir além de Helena
Calil e outros ?
Este livro ainda deixa a lacuna sobre a contra – cultura dos anos cinquenta com a geração beat,
movimento hippie e muito mais ?
Afinal eu não acredito que o modernismo da semana de 22. E todas as vanguardas não tiveram
seus representantes neste Vale do Paraíba.
Precisamos tirar a poeira redescobrir a trajetória dos desbravadores da arte na região.
Aqui lanço este desafio de recuperação da memoria. E que nasça outros livros depois deste
parabéns a Moacyr Pinto e a diretoria da Fundação Cultural Cassiano Ricardo.
E a cidade se redescobre !



Joka
João Carlos Faria







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