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domingo, 11 de setembro de 2016

Ditadura nunca mais!

Violeiro Embananado

Ai, ai , eu vou pegar minha viola,
Concepcionoclapa no sertão :
Eu vou por Vietnam na minha viola,
Chacrinha e Apolo 11 em meu feijão.
Ai, ai , eu ponho um tigre em meu roçado.
Shel super, genial, na plantação :
Vou dar LSD para meu gado,
Psicodeliciar o meu rincão.
Milho verde, ciclamato, cangaceiro, astronauta :
Super – malô – carro de boi e avião.
Sertanejo transviado, guerrilheiro embananado,
Futebol, luta de classi- ficação .
Transpatelizar meu coração.
E pra findar meu sonho computado,
Eu jogo a Bomba H no meu sertão !

Musica de Paulinho e Banzé

Livro Ditadura Nunca Mais de pesquisa e texto de Moacyr Pinto da Silva.



Este livro me interessou bem mais que o debate que aconteceu e deu origem ao livro é um
grande trabalho de retrato desta cidade e do Brasil merece ser lido debatido até questionado.
Para entender os dias de hoje precisamos rever nosso passado. A dura luta contra uma ditadura
militar dos anos sessenta até os oitenta com um trágico desacerto na educação deste pais.
Espero que ele gere mais debates na Semana Cassiano Ricardo e nas escolas publicas e privadas
da cidade.
Mas esta música que venceu o Festival o segundo festival Sabia de Ouro mostra o talento musical
da musica Valeparaibana faço este artigo na esperança que músicos a resgatem e outras em DVD e
CD e em apresentações.
A letra é bem original até para nossa rica MPB. São José dos Campos mostra nesta música
que ela vai bem além da cidade tecnológica.
E muitas vezes as duas coisas se juntam como bem fazia o artista Solfidone funcionário do INPE
que levava os debates sobre filosofia e semiótica na Praça Afonso Pena nos anos oitenta e noventa e começo de 2000. Algo que deve ser resgatado na cidade.
Enfim somos uma cidade que tem muito a mostrar ao mundo hoje como a escritora Rita Elisa Seda
que desponta na cena nacional com seu livro em parceria com Clóvis Carvalho Brito. Raízes de Aninha e muitos outros artistas na cidade e região.
Na gestão de Elmano Veloso foi criada as comissões de arte e depois na Fundação Cultural Cassiano Ricardo em 1985. A Fundação é fruto do processo de redemocratização do pais
e sofreu um duro golpe em 1998 com a extinção das comissões de arte na famigerada Lei Jorlei.
A cidade hoje conta com diversos coletivos e tem inúmeras casas de cultura espalhada pela
cidade.
Enfim este livro não deve encerrar o debate da historia da cidade e do Brasil e sim gerar
outros frutos através de outros livros, documentários, curta metragens e peças teatrais.
É uma pena o Movimento Sindical não incentivar as praticas artísticas e culturais na
cidade. Gerando ações independentes do poder publico.
Cabe através do empreendedorismo nascer espaços de arte e cultura, editoras, produtoras de cinema e video. Que gere um mercado de trabalho e aprofunde a reflexão do fazer artistisco.
Enfim este livro dá uma contribuição a reflexão e a valorização da atitudes democráticas
e quero fazer outras reflexões sobre este livro.
Afinal a democracia é uma construção constante na vida de uma nação. E esta no nosso
agir.
Joka
João Carlos Faria






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