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sexta-feira, 30 de setembro de 2016


Onde a barbárie é lei

Abro as redes sociais e recebo um milhão de socos no estomago. Abro a porta da sala de aula e a
realidade toda nua e crua diante de minhas retinas os socos são reais.
A poesia de Edu Planchez chega -me a galope confesso não consegui ler todos os poemas um
novo livro de um velho poeta e suas andanças pelo Rio de Janeiro.
Nesta semana onde esbravejei a realidade sem virgula e sem ponto em um sarau com Alice Ruiz
uma tempestade de idéias mas nada igual a experiencia de três horas com Zé Celso ali presença
marcante de Harley Campos.
Quisera eu mergulhar no teatro Oficina mas minha realidade não me permite … Fico com a
leitura de Pistis Sophia uma edição de verão quase utópica da revista Entrementes que Carlos Guedes nos sugeriu ?
E o que é escrever … fazer revolução mas revolução para mim esta dentro após vivenciar
a sabedoria de Samael Aun Weor passada a mim por Solfidone, Elizabeth Souza.
Na terça-feira no SESC São José dos Campos não fiquei na solidão da sala de leitura onde teço
teias para caçar boas ideias. Juliano Maurer já na entrada com belas ideias das desventuras, amores
e dores da realidade das salas de aula.
A periferia entrou na minha realidade. Com o personagem professor na realidade da sala de aula
o poeta ainda não se fez presente. Como salvaremos a educação no Brasil ?
O que me diria Paulo Freire ?
Sinto- me ainda frustrado com toda minha experiencia de vida , frustrado , diante de um sistema
quase falido. Onde no ciclo dois da educação fundamental nada se aprende e a barbárie é lei.
Que lei é esta de um estado paralelo que se faz real. É a vida e nenhuma literatura acadêmica
nos traz o preparo para esta realidade devo criar minha própria teoria e achar nossa redenção.
Quero recordar minhas memorias ancestrais … E vi na figura humana de Zé Celso alguém
que reconhece o Brasil. Sampa não é para mim. Quero um lugar no interior deste Brasil.
Hoje assisti ao ultimo capitulo de uma novela épica . Sempre vi algumas cenas de Velho Chico.
Assisti a uma peça de Zé Celso e muitas de Harley Campos que nos deixou cedo.
E Edu Planchez no desatino ousa reinventar a poesia. Nos criamos o LITTER com inúmeros companheiros de jornada … E Elizabeth Souza fundou o Entrementes …
As portas de nossos coletivos estão sempre abertas só os coletivos reais e imaginários irão
salvar o Brasil e o mundo. A velha esquerda com seus partidos se afundam em lama. E a direita
ganha espaço. Só a antropofagia nos une assim proclamou Oswald Andrade e Zé Celso nos
fez dançar uma ciranda em nossa antiga câmara municipal. Queria eu naquela Zona Autônoma
Temporária ir dançar ciranda na praça afonso pena.
Mas assim não aconteceu. Uma edição de verão quente do Entrementes !
Não sei se acontece mas estou convidando todos os “ libertários “ que tenho uma quase afinidade.
A vida é rotina e é magica sejamos Xamãs aos escrever e ao dançar ciranda … um figurino esta
me aguardando.
Quero criar uma nova moda. Uma nova vida e quiça uma nova maneira de economia.
Amei ao redescobrir os Socialistas Utópicos em um livro de historia em uma sala de aula. Precisamos conhecer para alcançar a sabedoria.
Viva o Entrementes e suas edições em revistas … que nasça editoras … Léo Mandi em
um papo pos sarau disse que editoras estão nascendo nesta cidade.
José Moraes Barbosa quer criar um premio sátiro para reverenciar a cidade e o Brasil.
Aquela noite com a presença de Alice Ruiz foi incendiaria na cidade das palavras.
Afinal sonhar é a possibilidade de fazer nascer o novo.
Já que a velha forma de fazer e construir as relações politica esta falida.
O novo urge abriremos caminhos para as novas gerações … Tupi or not tupi …
e Zé Celso comandou esta ciranda … em um festivale … e os Hais Kais de Gustavo Terra
que estiveram presentes no SESC e nas edições do LITTER E POESIA INDUSTRIAL.
A vida urge e Edu Planchez nos enviou sua visceral pulsante poesia.

Joka

João Carlos Faria


quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Quero ensinar a dançar ciranda,
para dar as mãos.


Escrever !
Naufragar,
dentro … caos !

Para que publicar livros ?
Escrever !
Naufragar,
dentro … caos !
viver se faz , urgente .

Primavera ,
quantos ypes em floradas,

rosa, branco !

E quando os primeiros raios
de sol iluminam suas floradas.

Para que publicar livros ?
Se cada poema nasce do acaso e
se desfaz no caos.
Escrever !
Naufragar,
dentro … caos !


Cada dia se faz amanhecido,
o que é a sabedoria de viver.
Nestes dias que nos percebemos
universo.
Quero ensinar a dançar ciranda,
para dar as mãos.

Para que publicar livros ?
Escrever !
Naufragar,
dentro … caos !

Zen eu não , caos ,
a cada dia tento construir a harmonia
perdida.
Mas me redescubro caos.
Quantas versos , quantas dores na jornada
em busca da harmonia.
Eu caos , eu caos , eu caos ...

Joka

João Carlos Faria






segunda-feira, 26 de setembro de 2016


Mistérios de uma borboleta que voa dentro de meu coração !

Inspirado em uma leitura de um poema de Gustavo Terra.

Borboleta bate asas,
o inverso …
pensamentos voam ,
silenciar ..
naufragar,
em êxtase !

Quando é preciso navegar
para dentro de nós.

Borboleta bate asas,
a alma distante voa …
alma engaiolada dentro
do eu !
Desfaço- me de mim, sou borboleta,
Borboleta bate asas,

Joka

João Carlos Faria






Cd de poesias lançado em 2004 com produção de Joka Faria e Marcelo Planchez !
Depois vieram outros ...

domingo, 25 de setembro de 2016

https://www.youtube.com/watch?v=sM0_b8UJMIM


São José ações para o futuro !

Será que uma solução quase utópica para o fazer politico. A criação de
coletivos que debatam os temas e os problemas das cidades e do pais.
Partidos políticos são uma estrutura falida sejam eles de esquerda ou
de direita.
Quando militei no PV após sair do PT. Tinha -se o debate de alguns
que partidos não são ongues.
Sei que a maioria das ongues geralmente são utilizadas como caça niqueis.
Vi uma boa matéria no dia de hoje na Band News sobre os sindicatos
no Brasil e sua enorme quantidade.
Fazer politica é uma ciência ! E tudo se cria.
O que muda de fato na vida das cidades com esta eleição municipal ?
No caso de São José dos Campos como bem postou um internauta
sobre como se utiliza intituiçoes como Urban, Fundação Cultural Cassiano
Ricardo com instrumento para cabides.
Cada vereador eleito em São José dos Campos irão ter mais ou menos
quinze cargos na câmara municipal.
E com os acordos escusos da politica ganhem quem ganhar eles tem mais
ou menos cinquenta assessores na prefeitura.
E a sociedade joseense é conivente com estas praticas ?
Elegemos vinte vereadores que tentarão se manter na maquina publica
quantos vereadores novos serão eleitos ?
Nos anos oitenta o PT pregava a criação de núcleos de base nas comunidades
mas isto foi perdido. Mas a criação de coletivos nos dias de hoje é uma
solução.
Estou assistindo a um video do professor e escritor Charles Lima
com uma entrevista da Prof Dr. Sandra Fonseca da Costa.
Com imagens e edição de Luisa Pereira.
Onde a professora faz diversas reflexões sobre a cidade.
E podemos ser utópicos e acreditar em novas possibilidades de reorganização
da vida em sociedade?
Temos no Brasil uma quantidade enorme de partidos políticos e eles
tem alguma novidade para os desafios do século vinte e um ?
Cabe reinventarmos a sociedade criar novos pactos sociais.
O mercado tomou conta da vida publica estamos em plena era da Operação
Lava Jato e o PT não é único partido a se enfiar na lama da corrupção na
politica atual quem não é porco ?
É hora de uma reorganização da sociedade brasileira e no mundo todo.
E com a internet esta reorganização já esta se dando.
Este trabalho ação, reflexão do coletivo que Charles Lima participa é
uma prova que podemos trilhar outros caminhos.
Pois os desafios estão ai gerar empregos e com qualidade de vida.
Acabar com as degradações das cidades. Quem anda na região da
Vila Ema em SJC. Sente o cheiro de esgoto pelo bairro todo por causa
da densidade de prédios.
Imaginem se o Word Trade Center for aprovado ?
Sem um debate profundo sobre seus impactos ambientais ?
Que cidade queremos ?


Joka

João Carlos Faria

segunda-feira, 19 de setembro de 2016


Como sairemos da barbárie ?

O Brasil é um dos países onde a hipocrisia reina absoluta. As drogas são proibidas
mas você sai para trancar o portão de sua casa as oito da noite. E passam cinco
pessoas usando maconha.
Nas esquinas então ! E nas periferias mais distantes fazem fila em ruas para se comprar drogas mais pesadas. E a policia nada pode fazer enquanto não se debater profundamente o estatuto das crianças
e adolescentes uma lei que protege a infância e a adolescência. Mas não prevê
limites e regras. Não se educa sem regras e sem limites.
Enquanto a esquerda de gabinetes que esta bem longe das realidades de nossas
periferias não reage a estas barbáries.
Os ideias fascistas de certos políticos vão se enraizando na população que sente-se
abandonadas nas periferias.
Estamos em plena eleição municipal e não vemos um debate bem construídos e propostas
com a relação a violência nas periferias das cidades. E não adianta a sociedade de
classe média e alta se fechar em condomínios e shopping. A barbárie chegará até ela
da mesma forma. Já trabalhei em condomínios fechados e ouvi muitas historias
de uso de entorpecentes pelos jovens.
Que politico tem ousadia para propor e debater o tema. Deveria ter algo semelhante
ao SUS na segurança a responsabilidade deve ser de municípios, estado e a união.
É preciso levar segurança publica em todos os lugares acompanhada de ações que
gere renda, empregos, saúde, arte e cultura para as comunidades.
As escolas devem abrir em finais de semana e feriado com segurança. As praças
publicas devem ter policiamento para que a comunidade usufrua delas.
A forças policiais sem respaldo da sociedade não consegue resolver sozinhas
estas mazelas.
Quando veremos passeatas e protesto por mais segurança?
É preciso que a sociedade brasileira se movimente para que ideias e lideres de
linha fascista não se fortaleçam e ganhem legitimidade nas urnas.
Que Brasil é este onde nos fazemos de surdo, mudos e cegos diante da barbárie
que esta diante de nossas casas ?

Joka

João Carlos Faria

domingo, 18 de setembro de 2016

Flim 2016 Almas Corsarias

Flim 2016 uma certeza inúmeros e memoráveis encontros que incendeiam nossa
memoria afetiva !
Tanta gente e gente. Que não é mercado. Gente humana, escrever fazer arte é uma
mera desculpa para saborear a vida.
Estive em duas mesas aprendi muito sobre a obra de Carlos Drummond de Andrade ouvi
sobre a vida nas aldeias portuguesas. De um escritor que nasceu na Revolução dos Cravos
e circula o mundo. Enquanto minha aldeia é São José dos Campos as vezes me ausento de
minha aldeia.
É a vida quanta gente talentosa que escreve e não escreve. Conheço escritores não escritores nesta
minha jornada. E o parque cheio de vida ! Almas corsa rias … escritores devoradores de bebidas
etílicas nos contando de suas literaturas e nós sempre eternos anônimos poetas né.
A vida é curta mas estes encontros transcendem a inexistência do tempo.
Queria eu cumprimentar Ricardo Chacal reverenciando sua geração. Ele se disse hipe confesso eu
minha primeira influencia na contra – cultura !
Não sou jornalista não que não tenha vocação. Mas escrever é um oficio um árduo e prazeroso
oficio mesmo anonimo estar eu entre mestres roteiristas eu que ainda sonho com o fazer cinema
neste Vale do Paraíba.
Uma única foto e colegas de jornadas ali na temporária imortalidade. Ganhei uma linda historia
em um livro de Mirian Cris !
“ Tuco o catador de palavras “
Edson Prata e suas inúmeras historias sobre o mundo com saberes profundos sobre politica e
piracemas !
Em uma consciência ambiental que poderia estar em qualquer mesa a nos contar suas historias.
Santos Chagas que saie de um portal e vende seus DVDs . As novas e quero conhecer as canções
de seu show A primeira missa no Brasil.
É a vida, sol, luz, lua quase cheia !
Poetas, quase profetas . Ricardo Aleixo poeta desconhecido para mim lá das bandas de Minas Gerais estado que nasci ! Mas sou caipira.
Valeparaibano e São José faz divisa com Minas no alto da Mantiqueira la nas bandas de São
Xico onde construo minha imaginaria casa em forma de vagina Dailor Varela só gostou
deste poema meu !
É a vida … João Nicolau e suas quase ironias onde um coelho verde queria esbofeteá-lo !
É a vida .. e tinha uma mesa “ Cidade das Palavras “ nome de um projeto com poetas daqui
realizado por mim e Marcelo Planchez chove em nossa aldeia preciso encerrar
esta cronica quem sabe virão outras sobre esta “ Festa “ é uma pena a Semana Cassiano
Ricardo não me gerar este prazer !
É que não existe mais comissão de literatura na cidade das palavras e os escritores da
cidade silenciam-se não existe comissão de música e os músicos não cantam !
E a cidade e seus artistas, cidadãos não se articulam para fazer valer suas vozes e suas
utopias.
O silencio é uma perversidade ... em tempos de fora qualquer coisa.
A democracia é como ouroboros se devorando. Ela nasce de reflexão suor e lagrimas !
Quiça festivais como este alcançem e aconteçam em escolas. Afinal nos anos oitenta assisti na
escola Ana Candida de Barros Molina uma palestra de Ignacio Loyola Brandão.
E estou aqui o menor entre os mestres ! 

Joka

João Carlos Faria



Flim ! 2016

Fernando Scarpel, Oswaldo Jr, Moraes, Fernando Ito, Joka Faria, João Nicolau.

Parque Vicentina Aranha ! São José dos Campos SP Brasil

sábado, 17 de setembro de 2016





A nona esfera

Alma, corpo e amor.
A um silencio em nós. Quando tentamos desvendar a
leitura de Pitis Sophia por Samael Aun Weor !
O chão desaparece em suas leituras como desvendar a
aventura da alma?
Silencio o amor !
O cantar !
Desejos além de nossas inúmeras existências,
alma ainda não !
Retornar dos abismo e um titânico trabalho,
quase inalcançavel !
Nove seculos o numero nove.
Quantos trabalhos a realizar.
Deixar ausentar – se de si mesmo.
Vil demônio que nos habita !
Tantra que inúmeras vezes não esta no caminho.
O abismo sempre ao lado.
Não devemos mais cair e sim baixar.
Alma, corpo e amor.
Esperança além da ilusão além de maia.
Que o cálice não seja derramado !
E o amar tornar-se real.
Para que deixamos o ranger de dentes e
a caverna !
Alma, corpo e amor.


Joka

João Carlos Faria

quinta-feira, 15 de setembro de 2016


Dar aulas é algo bem interessante você se diverte,
mas não conte aos alunos !

Joka

terça-feira, 13 de setembro de 2016

https://www.youtube.com/watch?v=V-HuzQNSDxU


Manhas de setembro

Não me canso de ouvir a mesma canção,
e a canção sempre a mesma !
Anuncio de primavera !
Este sagrado calor que nos traz vidas.

Manhas de setembro !
E não me canso de ler poetas nas
redes sociais.

Vida entre abismos,
céus.

Pitis Sophia !
Lida enquanto pássaros anunciam o por do sol !
A primavera esta além dos calendários.

Guardamos dentro de nós as quatro estações !

Vanusa, alma de canários, canta Antônio Marcos !

Não me canso de ouvir a mesma canção,
e a canção sempre a mesma !
Vida eterno ir e vir.
Vida ir e vir eterno.

Joka

João Carlos Faria

segunda-feira, 12 de setembro de 2016


Violeiro Embananado

Ai, ai , eu vou pegar minha viola,
Concepcionoclapa no sertão :
Eu vou por Vietnam na minha viola,
Chacrinha e Apolo 11 em meu feijão.
Ai, ai , eu ponho um tigre em meu roçado.
Shel super, genial, na plantação :
Vou dar LSD para meu gado,
Psicodeliciar o meu rincão.
Milho verde, ciclamato, cangaceiro, astronauta :
Super – malô – carro de boi e avião.
Sertanejo transviado, guerrilheiro embananado,
Futebol, luta de classi- ficação .
Transpatelizar meu coração.
E pra findar meu sonho computado,
Eu jogo a Bomba H no meu sertão !

Musica de Paulo Eduardo de Souza o Paulinho e José

Renato de Oliveira , o Banzé




Livro Ditadura Nunca Mais de pesquisa e texto de Moacyr Pinto da Silva.



Alou alou Terezinha por onde anda estes compositores ? E cade a melodia da música ?
Quem nos poderá dizer Bete Quadros ? Cesar Pope ? Santos Chagas ?
Letra genial que ganhou o Festival o segundo Sabia de Ouro de 1970. No depoimento de Andre luiz
Cardoso Freire que foi presidente da Fundação Cultural Cassiano Ricardo de 1993 a 1996. Responsável pela criação das Casas de Cultura na Gestão Ângela Guadagnim.
Esta musica mostra a força de nossos músicos. E uma geração que vem antes de Miltom Blau,
Santos Chagas e muitos talentos de nossa música.
Pena que um Festival como este foi calado por uma ditadura militar. Que traz um imenso
prejuízo ao Brasil nos dias atuais.
Esta ai a letra publicada no livro Ditadura Nunca Mais ! Lançada na rede como numa garrafa
para redescobrirmos estes compositores e outros mais.
Sempre achei que a riqueza da cultura vem de longe na cidade. E podemos ir além de Helena
Calil e outros ?
Este livro ainda deixa a lacuna sobre a contra – cultura dos anos cinquenta com a geração beat,
movimento hippie e muito mais ?
Afinal eu não acredito que o modernismo da semana de 22. E todas as vanguardas não tiveram
seus representantes neste Vale do Paraíba.
Precisamos tirar a poeira redescobrir a trajetória dos desbravadores da arte na região.
Aqui lanço este desafio de recuperação da memoria. E que nasça outros livros depois deste
parabéns a Moacyr Pinto e a diretoria da Fundação Cultural Cassiano Ricardo.
E a cidade se redescobre !



Joka
João Carlos Faria







domingo, 11 de setembro de 2016

Ditadura nunca mais!

Violeiro Embananado

Ai, ai , eu vou pegar minha viola,
Concepcionoclapa no sertão :
Eu vou por Vietnam na minha viola,
Chacrinha e Apolo 11 em meu feijão.
Ai, ai , eu ponho um tigre em meu roçado.
Shel super, genial, na plantação :
Vou dar LSD para meu gado,
Psicodeliciar o meu rincão.
Milho verde, ciclamato, cangaceiro, astronauta :
Super – malô – carro de boi e avião.
Sertanejo transviado, guerrilheiro embananado,
Futebol, luta de classi- ficação .
Transpatelizar meu coração.
E pra findar meu sonho computado,
Eu jogo a Bomba H no meu sertão !

Musica de Paulinho e Banzé

Livro Ditadura Nunca Mais de pesquisa e texto de Moacyr Pinto da Silva.



Este livro me interessou bem mais que o debate que aconteceu e deu origem ao livro é um
grande trabalho de retrato desta cidade e do Brasil merece ser lido debatido até questionado.
Para entender os dias de hoje precisamos rever nosso passado. A dura luta contra uma ditadura
militar dos anos sessenta até os oitenta com um trágico desacerto na educação deste pais.
Espero que ele gere mais debates na Semana Cassiano Ricardo e nas escolas publicas e privadas
da cidade.
Mas esta música que venceu o Festival o segundo festival Sabia de Ouro mostra o talento musical
da musica Valeparaibana faço este artigo na esperança que músicos a resgatem e outras em DVD e
CD e em apresentações.
A letra é bem original até para nossa rica MPB. São José dos Campos mostra nesta música
que ela vai bem além da cidade tecnológica.
E muitas vezes as duas coisas se juntam como bem fazia o artista Solfidone funcionário do INPE
que levava os debates sobre filosofia e semiótica na Praça Afonso Pena nos anos oitenta e noventa e começo de 2000. Algo que deve ser resgatado na cidade.
Enfim somos uma cidade que tem muito a mostrar ao mundo hoje como a escritora Rita Elisa Seda
que desponta na cena nacional com seu livro em parceria com Clóvis Carvalho Brito. Raízes de Aninha e muitos outros artistas na cidade e região.
Na gestão de Elmano Veloso foi criada as comissões de arte e depois na Fundação Cultural Cassiano Ricardo em 1985. A Fundação é fruto do processo de redemocratização do pais
e sofreu um duro golpe em 1998 com a extinção das comissões de arte na famigerada Lei Jorlei.
A cidade hoje conta com diversos coletivos e tem inúmeras casas de cultura espalhada pela
cidade.
Enfim este livro não deve encerrar o debate da historia da cidade e do Brasil e sim gerar
outros frutos através de outros livros, documentários, curta metragens e peças teatrais.
É uma pena o Movimento Sindical não incentivar as praticas artísticas e culturais na
cidade. Gerando ações independentes do poder publico.
Cabe através do empreendedorismo nascer espaços de arte e cultura, editoras, produtoras de cinema e video. Que gere um mercado de trabalho e aprofunde a reflexão do fazer artistisco.
Enfim este livro dá uma contribuição a reflexão e a valorização da atitudes democráticas
e quero fazer outras reflexões sobre este livro.
Afinal a democracia é uma construção constante na vida de uma nação. E esta no nosso
agir.
Joka
João Carlos Faria







Ditadura nunca mais!

Violeiro Embananado

Ai, ai , eu vou pegar minha viola,
Concepcionoclapa no sertão :
Eu vou por Vietnam na minha viola,
Chacrinha e Apolo 11 em meu feijão.
Ai, ai , eu ponho um tigre em meu roçado.
Shel super, genial, na plantação :
Vou dar LSD para meu gado,
Psicodeliciar o meu rincão.
Milho verde, ciclamato, cangaceiro, astronauta :
Super – malô – carro de boi e avião.
Sertanejo transviado, guerrilheiro embananado,
Futebol, luta de classi- ficação .
Transpatelizar meu coração.
E pra findar meu sonho computado,
Eu jogo a Bomba H no meu sertão !

Musica de Paulinho e Banzé

Livro Ditadura Nunca Mais de pesquisa e texto de Moacyr Pinto da Silva.



Este livro me interessou bem mais que o debate que aconteceu e deu origem ao livro é um
grande trabalho de retrato desta cidade e do Brasil merece ser lido debatido até questionado.
Para entender os dias de hoje precisamos rever nosso passado. A dura luta contra uma ditadura
militar dos anos sessenta até os oitenta com um trágico desacerto na educação deste pais.
Espero que ele gere mais debates na Semana Cassiano Ricardo e nas escolas publicas e privadas
da cidade.
Mas esta música que venceu o Festival o segundo festival Sabia de Ouro mostra o talento musical
da musica Valeparaibana faço este artigo na esperança que músicos a resgatem e outras em DVD e
CD e em apresentações.
A letra é bem original até para nossa rica MPB. São José dos Campos mostra nesta música
que ela vai bem além da cidade tecnológica.
E muitas vezes as duas coisas se juntam como bem fazia o artista Solfidone funcionário do INPE
que levava os debates sobre filosofia e semiótica na Praça Afonso Pena nos anos oitenta e noventa e começo de 2000. Algo que deve ser resgatado na cidade.
Enfim somos uma cidade que tem muito a mostrar ao mundo hoje como a escritora Rita Elisa Seda
que desponta na cena nacional com seu livro em parceria com Clóvis Carvalho Brito. Raízes de Aninha e muitos outros artistas na cidade e região.
Na gestão de Elmano Veloso foi criada as comissões de arte e depois na Fundação Cultural Cassiano Ricardo em 1985. A Fundação é fruto do processo de redemocratização do pais
e sofreu um duro golpe em 1988 com a extinção das comissões de arte na famigerada Lei Jorlei.
A cidade hoje conta com diversos coletivos e tem inúmeras casas de cultura espalhada pela
cidade.
Enfim este livro não deve encerrar o debate da historia da cidade e do Brasil e sim gerar
outros frutos através de outros livros, documentários, curta metragens e peças teatrais.
É uma pena o Movimento Sindical não incentivar as praticas artísticas e culturais na
cidade. Gerando ações independentes do poder publico.
Cabe através do empreendedorismo nascer espaços de arte e cultura, editoras, produtoras de cinema e video. Que gere um mercado de trabalho e aprofunde a reflexão do fazer artistisco.
Enfim este livro dá uma contribuição a reflexão e a valorização da atitudes democráticas
e quero fazer outras reflexões sobre este livro.
Afinal a democracia é uma construção constante na vida de uma nação. E esta no nosso
agir.
Joka
João Carlos Faria






segunda-feira, 5 de setembro de 2016




Festivale 2016 uma catarse anárquica !

Não sei se é o melhor Festivale mas que é apaixonante é !
Pena que não fiz nenhuma oficina.
A proposito temos esta imersão no teatro com uma alta qualidade
cênica e reflexão. E durante o restante do ano ficamos a ver navios !
É preciso uma programação com esta qualidade no ano todo.
E já esta passando o tempo de uma Escola Livre de teatro e áudio visual
em São José dos Campos.
Precisa -se investir bem mais cadê os dois porcentos para a arte e cultura ?
E um debate sobre o retorno das comissões setoriais de arte e cultura ?
Temos de fato uma “ classe artística organizada “ ou o caos do individualismo
impera ? E nos achamos de esquerda ? Revolucionários só se for dentro de
nós. Pois o universo “ quadrado e cartesiano “ toma conta da cidade.
O Fórum: "Teatro e Democracia", com José Celso Martinez Côrrea e Luiz Fuganti
foi algo “ libertário “ bem longe do lugar comum de debates que sempre presenciei
os dois foram geniais. Ao saírem e nos tirarem da zona habitual de conforto.
Anarquia e liberdade nos tira de nossas mesmices. O diabo esta dentro de nós
assim como Deus.
Devemos sempre caminhar para além do bem e do mal.
Eu se fosse secretario de educação chamaria estas duas figuras humanas
para um debate com professores.
As artes precisam chegar a educação para liberta- la das burocracias do
estado.
Cabe a comunidade joseense se repensar e buscar inovações enquanto não
fazemos a violência toma conta da cidade.
E arte e educação são chaves para abrir caminhos novos e que gere uma
sociedade mais saudável.
Pois uma cidade que tem filas de carros nas ruas das periferias para
comprar drogas não é sadia. E quem afinal mantém o trafico ?
Precisamos de mudanças reais além das eleições.
Afinal que legado deixaremos para as gerações futuras ?

Joka

João Carlos Faria

sábado, 3 de setembro de 2016









Cegos !

Cegos, a cidade inóspita !
Ruas desalinhadas.
Procissão de vivos quase mortos.
Desliguemos os celulares.

Igreja “ São Benedito “
Atravessa -se a cidade.

Lamas corpos emlamiados.
A rotina de um sábado se
vai quem são estes ?
Cegos, a cidade inóspita.

Rua 7 de Setembro.
Um anjo desce do pedestal.
Sua túnica fora manchada
pela lama dos cegos.
Quase vimos a fúria de um anjo.

Tantas reflexões ..
E a cidade se espalha …

Quando se abrirá o portal
do Banhado ?
Cegos, a cidade inóspita !
Ruas desalinhadas.

E a “ Igreja São Benedito “
já não é igreja.
E as mãos negras que a construíram ?
Cegos, a cidade inóspita !
Ruas desalinhadas.


Joka

João Carlos Faria





sexta-feira, 2 de setembro de 2016





Ipê-branco

Êxtase, não existe palavras !

Joka

Ipê- branco na avenida Ademar

de Barros em São José dos Campos