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quinta-feira, 18 de agosto de 2016


Ela

Parir o poema,
alma janela …
Olhos
incertos !

Sol e Lua ela
incerta

As vezes calafrios
nas trevas sem luz.

Adentrar infernos,
descer escadas abissais …

Ela
Parir o poema,

Nave Terra,
corpo e vida.

Parir o poema
Nascer flores por entre as
dores da solidão.

A vida escasseia diante do abismo
morte !

Parir o poema,
sem métrica, sem destino.

Sair do inferno em dias de sol.

Joka

João Carlos Faria

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