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terça-feira, 14 de junho de 2016


Tantas são as opressões nestes dias de
fim de outono

Manhã fria de outono, visita ao Pronto Socorro quase
vazio numa terça – feira.
Um xarope ! E o velho sotaque caipira na TV LOCAL
e a velha norma culta de nossa língua ?
Uai não sou tão culto assim. Divirto-me com os saberes
de Paulo Freire em seu LIVRO Pedagogia do Oprimido gostaria
de jogar comprimidos fora.
Uma feijoada sendo preparada.
Um sol quase escondido sem força nenhuma neste
outono que quase se finda.
Ainda não tenho plano B, C , D.
Para enfrentar as mazelas do desemprego na educação !
Tantas são as opressões.
É preciso sabedoria e estrategia para vencer todos estes
obstáculos.
A vida é bela e uma canção de Paul McCartney na voz de
Shirley Bassey mas poderia eu estar ouvindo as Novas de
Santos Chagas.
Caminhar pelas ruas do bairro enquanto a garganta se
recupera e alma se faz forte.
Devemos acreditar em nossas orações seja qual for
o deus que nos guie mas prefiro Deus em maiúscula.
É preciso dominar a língua de Camões e Caetano.
Sem ela não somos.
Mas gosto da língua Valeparaibana desta Serra
da Mantiqueira esta nossa língua.
Por isto ouço as canções de Santos Chagas.
Existir, resistir nestes dias de tanta desumanização Paulo
Freire nos mostras outras possibilidades.
A vida é ligireira, somos estrangeiros em nossas Vilas, Bairros
e Cidades.
Porque tanta opressão e desesperança dentro de ônibus lotados ?
É preciso se refundar sindicatos ! Criar cooperativas e dar as
mãos em uma imensa ciranda.
Somos mais que desumanos ! Devemos nos humanizar.
Por sorte não veio na receita um antibiótico, deve ainda ter
alguma benzedeira em meu bairro ?
É preciso fazer nascer a humanidade dentro de nós.

Joka

João Carlos Faria

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