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terça-feira, 3 de maio de 2016


Choremos de vergonha da miséria humana no Brasil

Não se fica em vão lendo a raridade da poesia de Edu Planchez e ao
mesmo tempo ouvindo Secos e Molhados.
Algumas fotos num sarau em frente ao SESC é a vida grande e
imensa enquanto temos ela a vida !
O que seria a vida sem a poesia ! Quero caminhar pelas estradas
da Mantiqueira, criar poemas que não serão lidos.
E tudo e não paramos o tempo. Não tenho a formula da eternidade.
Em décadas seremos passados mas só existe o AGORA !
Sejamos felizes AGORA!
Cancões de Secos e Molhados, poemas de Edu Planchez, Nydia
Bonetti leituras no Entrementes.
Correr atrás no dia e silenciar em uma meditação !
E o amor ! Permeia o viver !
Declamar poemas em frente ao SESC.
Ao lado de companheiros de esperança um imenso exercito
brancaleonico !
Conversar com Adão Silvério enquanto seus sapatos são engraxados
na Rua XV de Novembro em São José dos Campos.
E falar para ele tomar um café com Carlos Abranches na
Vanguarda !
Um cartão de banco, a eterna esperança de um emprego.
E as pessoas na rua Lunático Dançarino !
A cidade a Biblioteca Cassiano Ricardo com seus banheiros
trancados porque as pessoas roubam até a pia do banheiro
é a Nação Brasil.
Jornais do dia … e a poesia de Edu Planchez nos abre
para viver.
E na voz de Ney Matogrosso “ O tempo não para “
Cazuza sempre presente !
E a biblioteca da cidade tem seu banheiro fechado ao
público e necessário deixar um rg para ir aos banheiros
no Brasil se rouba até os banheiros do templo da cultura.
Como diria Ricardo Faria que cidade !
Eu digo que pais !
Chorei de vergonha em frente ao Mercado Municipal.

Joka

João Carlos Faria


Cabeças de fósforos se agrupam em minhas cabeças
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Remo sob a tela do tempo que ora se abre,
novas são as descobertas,
antigas as vielas indefinidas que andei arrastando
Conto e não conto as ondas,
conto estrelas e não conto estrelas
Aqui tudo parece tão simples, exáto e inexáto,
mas não sou isso tudo,
apenas desenvolvo uma técnica( ou muitas)
de unir palavras, de mesclar vocábulos,
de arrancar folhas e dissecar raízes
O resenheista de "O Globo" está certo(errado),
somos apenas trezentos altistas revirando as tripas,
as veias e os miolos da inútil poesia
Vivemos mesmo num país "sem olhos",
eu diria, sem "cabeças"
Vamos falar de cabeças?
Cabeças de fósforos se agrupam em minhas cabeças
para em outras cabeças desencadearem um incêndio
de proporções intergaláticas
Que esses gloriosos trezentos leitores,
devoradores de vísceras,
se manifestem e rasguem todos os jornais
e retirem a pele de seus próprios rostos com a pele desse poema
que não é poema
(edu planchêz)

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