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terça-feira, 5 de abril de 2016


A jornada de Ícaro

Quase madrugada aquele sono vem andando devagar.
Leio poemas ser ou não ser poeta não nos
importa.
Mera multidão dentro de mim.
Descobrir uma maneira diferente na escrita e encantar-se
com a palavra em suas infinitas variáveis.
Mergulhar numa sala de leitura, ouvir tantas e tantas
historias.
Eu poderia ir além das palavras.
Sei que não domino as técnicas da gramatica.
Então abolir as virgulas e pontos para mim
é uma imensa bobagem.
Em um parque perguntam se sou poeta ?
Em que isto importa. Só nos resta quando
quase chega a madrugada é escrever.
Não tenho complexo de vira lata.
Nem quero ser doutor em nenhuma coisa.
Não tenho tempo para reinventar a ciência,
muito menos a educação.
Nestes dias só quero um ganha pão para
que me sobre tempo para ler e escrever !
Descobrir sinais ao ver as estrelas, perceber
o som que chega da Rodovia Dutra.
As crianças nos percebem a todos os
instantes.
Tenho a imensa vontade de voar,
tornar-se pássaro.
Seguir a jornada de Ícaro rumo ao Sol.
Jovens dizem não entender poesia
não decifram Drummond.
Conheci um dono de banca que me dizia
o mesmo. Mesmo sendo ele letrado.
Dizia que nunca iria a um sarau.
Mas e dai a poesia me toca desde que
Pessoa me bateu a porta pedindo
um gole de café e um pão com
mortadela.
A poesia de Maria Gabriela Llansol
foi um mero acaso numa rede social
qualquer.
Quero os livros dela, seus pontos
e virgulas e pontos, pontos , pontos
que nos faça sentir a poesia mesmo
que seja a urbana do ruido de uma
rodovia.
O sol nascerá amanha devo construir
minhas asas e voar. Quero nascer
dentro dele o Sol !!!
Me transformo em pássaro bem
longe de uma gaiola.

Joka

João Carlos Faria

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