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terça-feira, 29 de março de 2016


Destino !

Nas leituras de Coração a Bombordo

Nestes dias de imensas tempestades a poesia nos salva. Na manhã nesta função
de professor reserva nova condição de um simples trabalhador. Não estudamos
para colecionar títulos. Não atendo com tranquilidade aos telefones de amigos.
E nesta manhã a releitura de Coração a Bombordo de Domingos dos Santos.
E me bate a saudade de minha Caraguatatuba que adotei dentro de meu coração
e um caiçara achou estranho eu chamar Caraguá de minha.
Mas como não sentir saudade da Praia da Cocanha daquela gente que circula
a Rua Vinte de Abril aquele túnel sempre pichado. Já não me sinto tão turista
sintome-me parte daquela gente.
E ler Domingos me aproxima do ruido do mar. Sentir a maresia e a poesia
acordar e ver a Serra diante de meus olhos.
E aquele gente que aos poucos vira minha como na Vila Industrial ou
no centro de São José dos Campos. As cidades conquistam nosso coração.
Canoas, barcos, caldo de cana em frente ao mar. Comércios lotados, transito
impossível.
Gostaria de andar de barco ir a Ilha Bela. Conhecer suas ilhas eu ainda
turista ?
Buscar a água na fonte. Descobrir cachoeiras. Brincar de caiçara. No mercado
lotado alguém me fala de uma avó que faz rapadura.
Quem sabe uma hora destas os Deuses me permitem morar lá e estar
entre sua gente.
Enquanto isto a poesia de Domingos Santos me consola.
A Rio Santos nos leva a Ubatuba, Paraty, São Sebastião.
Quero concertar minha bicicleta neste inverno. E andar por toda a região.
Aquelas canoas na praia de Cocanha ! A velha Igreja na praça o novo
calçadão da Massaguaçu. Aquela gente de todos os lugares faz de lá nosso canto.

Joka

João Carlos Faria

1

Mar, praia
canoa !
O oceano grita em
meus urbanos ouvidos.

Joka

2

Silencio, não
sei abrir oceanos.
Não sei mergulhar
em sua escuras águas
quando deixo o corpo.

Joka

3

Fonte de água,
matas selvagens.
Cachoeiras perdidas,
sou um peixe fora da mata.

Joka

4

O espirito da floresta,
podia dar-me
licença para ver Iara
e nadar com ela
e voltar para contar a historia

Joka

5

Cantar o mar !
Dançar na baixa
maré.
Caminhar de Cocanha
a Tabatinga.

Joka

6

João Carlos Faria um professor em inicio de
carreira surfando no oceano da educação.
Quantos caminhos que a vida nos abre ?
Quantas portas se fecham.
E nas encruzilhadas músicos negociam
a alma.
A vida É sem roteiro, sem caminhos e no céu
algum anjo sempre diz amém !

Joka


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