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quinta-feira, 24 de março de 2016


Segredos sempre são inrevelaveis

Poderíamos nos falar por sinais
de fumaça.
Bater tambores.
Dançar uma catira numa praça
qualquer.
Eu não tenho o caminho do Sol.
Nem tenho segredos que possam
ser revelados. Segredos sempre
são irreveláveis.
Poderíamos nos falar por sinais
de fumaça.
Bater tambores.
Dançar uma catira numa praça
qualquer.
Alguns se juntam para plantar
arvores.
Eu não plantei, nem joguei
sementes no ar.
Ando só por estas terras de
Puris.
Povo extinto.
Existem caminhos que já
não seguimos.
A estrada rumo ao desconhecido
é cheia de armadilhas.
Não tenho armas na mão.
Sempre desarmado neste
imenso deserto urbano.
A procissão nos acorda na
madrugada.
A sexta-feira santa se faz
amanhã.
E hoje calo-me diante
de meus sonhos.
Quem ousa sonhar
nestes dias de caos.
Dançar catira numa praça
qualquer.
Só nos resta ouvir o
canto dos pássaros.
Ando só por estas terras de
Puris.
Povo extinto.
Existem caminhos que já
não seguimos. Poderíamos nos falar por sinais
de fumaça.
Bater tambores.
Dançar uma catira numa praça
qualquer.
Poderíamos nos falar por sinais
de fumaça.
Bater tambores.
Dançar uma catira numa praça
qualquer.


Joka

João Carlos Faria

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