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terça-feira, 22 de março de 2016


Os bueiros as mulheres e a Avenida Bacabal a cidade
nua diante de nosso olhar


Madrugada de uma terça -feira quase qualquer para qualquer
trabalhador.
Cinco horas da manhã, ponto de ônibus. O povo atravessa
a cidade.
Desço no centro enquanto a nevoa começa a se formar
passos largos o tempo é curto. Quase não se vê o banhado
ainda esta escuro.
Uma mulher um homem na rua. Ele ela fala do bueiro
que fede na madrugada.
Respondo amigavelmente e sigo na madrugada pássaros cantam e
vejo a Praça Afonso Pena com outros olhares.
Trabalhadores aguardam o ônibus de cada dia.
Leve e pesado cotidiano. Enquanto o mundo
pega fogo e as pessoas seguem suas vidas.
Enquanto nenhum meteoro caie em nossas cabeças.
Cruzo a cidade. Anel Viário.
Avenida Bacabal.
Desço e vou viver minha nova jornada.
Um trabalhador que olha escolas fechadas que
trabalha em dupla jornada contam-me seu dia a dia.
Vinte e quatro horas no ar.
É o Brasil cidade,
longe das mídias, longe das luzes das redes
sociais.
E as crianças em sua sabedoria chegam
para mais um dia merecido de aula.
E a vida sempre segue no cada dia para
ganhar o pão nosso. Quantos leões
enfrentamos ?
A vida se faz bela em sua inusitada
dureza.
Bacabal, anel viário.
Zona Sul e o Pinheiro desabitado
na cruel aguardar da velha especulação
imobiliária.
A cidade é guerra silenciosa uma
imensa selva de concreto e no
horizonte a Mantiqueira !
E aquele ser humano diante de
um bueiro na cidade ?
A vida escorre na ampulheta do senhor
tempo.
No agora percebemos a cidade nua
em corpos transformados.
Não olhemos para traz medusa pode
estar atrás de nós.

Joka

João Carlos Faria

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