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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Caramba Sartre não chegou
diretamente em minhas mãos

Nosso passado não condena, gente em matadouro
carne para saciar a fome.
Piva em um poema visceral.
E a arte nos dilacera nestes monótomos dias frios
de verão.
A vida segue e as redes sociais nos surpreende
quando sai da mesmice da semana.
Não devemos nos aquietar por nos esquecerem
e nos enterrarem em vida !
Vida, breve Cazuza já nos disse.
E a poética de Piva um soco em minha
comodidade,
Um grito numa foto de pessoas no lugar
de bois e vacas.
Quantos mendigos nas ruas sem um olhar
humano e uma mão estendida ?
E que mudou de quando Piva escreveu
o poema em 1978 até nossos dias ?
Nada além de velhas e cansadas utopias.
E o partido que nasceu do sonho de
mudar a nação se espalhou em milhões
de cacos no chão !
E agora temos moral para defender
nossas meras utopias ?
Organizar-se resistir ao velho
estado liberal.
Somos carne no matadouro e numa
imagem literal.
Quantas angustias no dia a dia e
caramba Sartre não chegou
diretamente em minhas mãos.
Felicidade é só momentânea
tenho o dia todo para refletir a
vida. E olho-me no espelho
e os cabelos não estão mais ali.
E Piva tira-me da comodidade e
nos joga nas incertezas.
A poesia, arte sempre incerta e
nos tira do letárgico sono da
alienação.
Piva soco no estomago, vomito de
uma realidade, permanente, na
impermanência da vida,
Tudo é Maya só a fome é real.
Tenho fé na triste humanidade,
ainda saberemos sair deste abismo
sombrio ai como dói esta algemas !

Joka

João Carlos Faria

Foto do Matadouro 
Fotografo : Hugo Fagundes





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