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sexta-feira, 16 de outubro de 2015


Quantas inutilidades diárias nas redes sociais

Mais desafiador que qualquer crise politica é a presença das baratas.
E a crise econômica esta nos assola em cheio?
Este tal mercado, esta competitividade humana que nos faz desumanos
estamos no inferno ninguém se percebe.
E as baratas aparecem por todos os cantos nestes dias de primavera.
Cade as chuvas ?
E saudemos o horário de verão. E como diria o poeta Moraes ninguém
se percebe.
Nem lembro qual CD que gravamos esta mais lá esta.
E a cidade sem palavras.
Calor , guerras e a vida sempre segue.
Quantas inutilidades diárias nas redes sociais.
E não consigo criar um full álbum com os poemas das cidades das palavras
e outros poemas.
E Kafka esta ali na esquina dando risada deste imenso mundo de
editais, leis que nos aprisionam.
E o mercado dança sua dança macabra nas agencias de risco que
nos rebaixam ao inferno da ausência de crédito.
E não temos trabalho para todos. E não nos locomovemos dentro
da cidade neste sol imenso sol, queríamos voar, e não temos
asas ?
E a vida passa. Nada de criar editoras, produtoras de cinema, ou
financiar grupos de teatro.
E na imensa resistência de poucos muitos espaços de arte
nascem nas cidades.
E a vida breve alguns criam asas e voam para outras dimensões
nem sequer nomes de ruas ganham.
Sugestões de nomes de prêmios e eu na minha solidão
aplaudo.
A vida é breve, e tudo igual.
Educação sucateada por governos que a esquecem e ficam
só na promessa.
A alienação se reflete nas redes sociais.
E as baratas estas morrem envenenadas na primavera
sem chuvas.
O inferno é a solidão social criada pelo Deus mercado
e todos estamos sós.
A merce do ilusório jogo midiático.
Zumbis longe da velha Hollywood.
E as baratas estão ai nos atormentar.
Do livro da insignificância.

Joka

João Carlos Faria

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