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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

E a cidade tem inúmeros viadutos

Uma quase tarde de primavera na imensa corrida diária que nunca se chega
a nenhum lugar. Após imprimir currículos onde é a casa do povo mas mera enganação
o povo é algo utópico ou considerado um ser acrítico quem ousa criticar é um pária
nunca alguém do povo.
Tomo um caldo de cana no mercado compro uma rapadura de coco numa casa do
norte. E na chegada a biblioteca tão esquecida dos poderes da cultura municipal encontro
dois amantes do saber. Colecionadores de livros e leitores e porque não arriscar artistas
mas o que é artistas nestes dias atuais ?
E o piscologico se prepara qualquer encontros de pessoas que ousam arriscar uma
vida fora da manada é abrir os ouvidos e deixar tudo para trás. Você ira ver e ouvir o que
muitas vezes não te agrada artistas quando reais não dão tapinhas nas costas.
A vida nestes dias turbulentos na politica e na economia não é nada fácil mas encontrar
dois poetas e achar alguns alívios para o imenso desafio de viver. E a cidade tem
inúmeros viadutos ?
Para que servem viadutos se não para caminharmos em dias quentes de primavera
e ver a cidade em plena vida.
Um deles disparou lembra de uma escritora que você criticou numa feira de livros
pois não ouso chamar aquilo de bienal que em vez de acontecer este ano foi
transferida para o ano que vem porque tem eleição. São as atitudes dos podres poderes
que se dizem de esquerda.
E o papo seguiu na tarde de trocas de ideias, conversas sobre livros, politica e a
vida como é e como deveria ser.
E em um belo sebo que tem um ano na cidade e não conhecia vi duas edições
da revista Sibila que conheço o site e sempre leio.
Uma revista que registra a poesia de hoje.
E pesquisando na internet achei a primeira em PDF.
A  escritora que fiz  as criticas vive na Alemanha lança livros no mundo todo.
E eu aqui sempre mero aprendiz da escrita pronto para sempre continuar a ser
esquecido. Que ela seja muito feliz em sua brilhante carreira de sucesso
literário. E a vida segue enquanto um torto anjo não nos leva para o esquecimento.
Tudo é breve e mera vaidade quanta sabedoria no escritor que escreveu o Eclesiastes.
Que saudade da leitura de uma carta de Monteiro Lobato a Cassiano Ricardo que li
na preparação de um documentário que nunca saiu.
Estava la Monteiro refletindo o Eclesiastes.
Enfim conheçam a revista Sibila.
Nestes dias quentes nada como boas leituras e a vida passa. E nos seremos
esquecidos. Mas ousamos tentar voar. Nos jogamos no abismo.

Joka

João Carlos Faria

http://sibila.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2009/04/Sibila_Ano1_N0_2001.pd


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