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segunda-feira, 28 de setembro de 2015


Para que serve a escrita

E o que é escrever. Hoje alguém me perguntou se parei de escrever
para o jornal da cidade.
Não é que parei os temas locais e nacionais estão repetitivos e não
vejo nada novo e a poesia resolveu passear para algum lugar que
nunca vou. E outra pessoa respondeu-me escreve sobre os bairros
da cidade ? E a bendita interrogação me veio ? Tantas pautas
e agora a noite uma breve leitura de Hakim Bey em minha caçada
por livros escuros.
E a vida passa em sua lenta rapidez e não tenho nada a declarar
ao mundo e diante de minha imensa escuridão não enxergo nenhuma
luz.
E a vida se esvai na cidade. Tantas informações sobre politica que
pensando bem de nada nos acrescenta.
Estes dias penso na criação de um sistema de banco que empreste
a novos empreendedores que faça gerar renda para a população
e que ela deixe de ser escravas de patroes.
O sistema que conhecemos esta acabando o mundo é outro
e tudo esta escuro.
Hoje andei divulgando uma revista para o sistema estabelecido
e agora a noite sem o vislumbre da poesia que foge de mim
uma leitura de Hakim Bey no ISSUU e nada de livros obscuros
preciso achar umas parcerias que diagramem e outras que revisem
quero publicar algo ousado em termos de diagramação neste
ISSUU.
Tenho a impressão que os poetas concretos tão massacrados
anteciparam estes dias Décio Pignatari, Augusto e Haroldo
de Campos.
E hoje os compreendo não entendo as artes plásticas nem
a poesia concreta mas acho as fundamentais na construção
e na pesquisa para uma diagramação inovadora.
Tudo é permitido mas nem tudo deve ser provado. E a vida
é leve e pesada em questões de momentos.
Distribuir currículos pela cidade e a negação do prazer. Empreender
é a salvação das esquerdas perdidas nas burocracias partidárias.
Temos que ir além do terceiro setor. Recriar as bases da economia
e não o fazemos.
A democracia é uma conquista ocidental mas devo ir além da
invenção Grega.
E a Grécia de hoje esta falida. Mas o mundo é um mero
palco. Devemos desconstruir as maneiras de pensar as religações
com o universo. Nunca serei ateu. E busco minha reprogramação
as orgias são uma forma de prazer que não me interessa.
Para que serve a escrita ?
Lancei um e-mail de despedida de uma instituição nem sei se volto.
Mas meu coração é uma revolução constante.
Porque não escrevo sobre os bairros de nossas cidades.
Eu não me reconheço em um video.
Ontem assisti a um filme Argentino e o Brasil se acha
a América do Norte somos Latinos Americanas meros
caipiras do Vale do Paraíba.
Que saudade do Oceano Atlântico.
E a Mantiqueira sempre diante de meu olhar.
Tento compreender os poetas concretos e cada vez mais
sei menos da arte de escrever.
Desculpem – me não sou jornalista.
Apenas gosto de saborear a escrita não viveria sem
a leitura.
Para que mesmo servem os bancos escolares ?
E Gabeira me mostrou uma bela escola alternativa
em Paraty o mundo ainda tem chance.
E tudo anda negro nestes sombrios dias de mudanças.

Joka

João Carlos Faria

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