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terça-feira, 29 de setembro de 2015



Edu Planchez De volta ao Zero



É primavera e as canções de Edu Planchez um panque, poeta e filosofo das ruas
do Rio de Janeiro.
Eu estava cantarolando Arturo Brandini ?
E num mar de imagens em movimento deste poeta além de qualquer rotulo
encontro este video.
A saga de um homem só. Que caminha pela vida sem lenço e documento.
Palmas para Edu é bobagem. Depositem é uma grana na sua conta ele
ira agradecer e muito.
Em terras Brasilês o povo esquece de seus poetas. Ela canta agora
Rainha da Floresta.
Marginal, BeatNik não é nada o poeta esta ai com sua arte e merece
mais que uma figuração na TV Globo.
Um pais que vira as costas a seus poetas esta fadado ao fracasso.
E as ruas é um dos palcos para um artista que não se traveste para
uma mídia cruel e covarde.
Poetas em sociedades quase mortas estão fadados ao ostracismo?
Viva a liberdade que só as ruas podem ter. O caos abre suas
cortinas e nos permite acessar a obra deste homem da inocência
perdida.

Joka

João Carlos Faria

https://www.youtube.com/watch?v=NJsbqlxAbC8

segunda-feira, 28 de setembro de 2015


Para que serve a escrita

E o que é escrever. Hoje alguém me perguntou se parei de escrever
para o jornal da cidade.
Não é que parei os temas locais e nacionais estão repetitivos e não
vejo nada novo e a poesia resolveu passear para algum lugar que
nunca vou. E outra pessoa respondeu-me escreve sobre os bairros
da cidade ? E a bendita interrogação me veio ? Tantas pautas
e agora a noite uma breve leitura de Hakim Bey em minha caçada
por livros escuros.
E a vida passa em sua lenta rapidez e não tenho nada a declarar
ao mundo e diante de minha imensa escuridão não enxergo nenhuma
luz.
E a vida se esvai na cidade. Tantas informações sobre politica que
pensando bem de nada nos acrescenta.
Estes dias penso na criação de um sistema de banco que empreste
a novos empreendedores que faça gerar renda para a população
e que ela deixe de ser escravas de patroes.
O sistema que conhecemos esta acabando o mundo é outro
e tudo esta escuro.
Hoje andei divulgando uma revista para o sistema estabelecido
e agora a noite sem o vislumbre da poesia que foge de mim
uma leitura de Hakim Bey no ISSUU e nada de livros obscuros
preciso achar umas parcerias que diagramem e outras que revisem
quero publicar algo ousado em termos de diagramação neste
ISSUU.
Tenho a impressão que os poetas concretos tão massacrados
anteciparam estes dias Décio Pignatari, Augusto e Haroldo
de Campos.
E hoje os compreendo não entendo as artes plásticas nem
a poesia concreta mas acho as fundamentais na construção
e na pesquisa para uma diagramação inovadora.
Tudo é permitido mas nem tudo deve ser provado. E a vida
é leve e pesada em questões de momentos.
Distribuir currículos pela cidade e a negação do prazer. Empreender
é a salvação das esquerdas perdidas nas burocracias partidárias.
Temos que ir além do terceiro setor. Recriar as bases da economia
e não o fazemos.
A democracia é uma conquista ocidental mas devo ir além da
invenção Grega.
E a Grécia de hoje esta falida. Mas o mundo é um mero
palco. Devemos desconstruir as maneiras de pensar as religações
com o universo. Nunca serei ateu. E busco minha reprogramação
as orgias são uma forma de prazer que não me interessa.
Para que serve a escrita ?
Lancei um e-mail de despedida de uma instituição nem sei se volto.
Mas meu coração é uma revolução constante.
Porque não escrevo sobre os bairros de nossas cidades.
Eu não me reconheço em um video.
Ontem assisti a um filme Argentino e o Brasil se acha
a América do Norte somos Latinos Americanas meros
caipiras do Vale do Paraíba.
Que saudade do Oceano Atlântico.
E a Mantiqueira sempre diante de meu olhar.
Tento compreender os poetas concretos e cada vez mais
sei menos da arte de escrever.
Desculpem – me não sou jornalista.
Apenas gosto de saborear a escrita não viveria sem
a leitura.
Para que mesmo servem os bancos escolares ?
E Gabeira me mostrou uma bela escola alternativa
em Paraty o mundo ainda tem chance.
E tudo anda negro nestes sombrios dias de mudanças.

Joka

João Carlos Faria

segunda-feira, 21 de setembro de 2015


Flim 2015

Não sou dado aos calendários culturais das cidades e acredito que as cidades possam rever as
ideias de festivais. Mas a FlIM 2015 – Festa Litero Musical foi uma imersão na arte de
escrever e ver a literatura pulsando estes FESTIVAIS iniciados a partir da Flip em Paraty deu
uma nova importância a literatura contemporânea. Geralmente gosto de ir nestes eventos a cegas
sem saber da programação e sem nenhum compromisso com nada. E nem gosto das palavras
chamadas eventos e projetos. Não sou dado a moda neo capitalista da arte que é fazer projetos.
Acho o fazer artístico algo que busca libertar o ser humano de suas amarras familiares, ideológicas,
religiosas e tudo o que chamamos de instituições que nos prende e nos algemam a este sistema opressor no qual somos cúmplices e vitimas.
E encontrar uma multidão de gente que gosta de ler e escrever é um imenso prazer. No acaso
o ourives e artista Edson Prata estava lá na festa e me viu e paramos para conversar e ele
me contou várias lendas do Parque Vicentina Aranha que acredito que vale uma entrevista
em video com ele para nos confessar estas história. E juntamente com ele encontrei o poeta
Jorge Pessoto autor de O pretérito das Horas.
A festa promovida pela prefeitura de São José dos Campos através da AJAFAC foi um imenso sucesso de público. Pena que no quesito banheiro , vestiário, bicicletário e lanchonete este
parque tem a dever com a cidade. Mas deve ser sim uma questão de tempo acho que ali
ainda falta ser construído um pequeno teatro de uns duzentos lugares.
No mais apesar do cansaço e sem nenhuma solidão porque em festa de artistas e estamos
sempre cercados de gente inteligente e critica.
Na chegada vi o final da palestra do professor Percival Tirapeli que falava sobre a arquitetura
no Vale do Paraíba e fez uma apaixonante defesa do Banhado de São José. Logo
após uma memorável palestra musical de José Miguel Wisnik sobre a literatura no Brasil.
Onde cantou um poema musicado de Gregório de Matos. Logicamente faço um pequeno
apanhado para o Portal Entrementes. A mesa de Arnaldo Antunes e João Bandeira os ingressos
se esgotarão e assisti em video. Confesso ter gostado mais da mesa do que do show.
Entre passeios e conversas fui no sarau do lançamento do livro Amores e outros retalhos com
poemas de Dyrce Araújo, Erika Siqueira , Mirian Cris , Rossana Masieiro, Zenilda Lua um
divertido sarau que reuniu muitos dos que produzem a escrita na cidade e região. Acredito
que esta sarau deveria ser semanalmente mas cabe a Fundação Cassiano Ricardo querer e
aqui refaço a sugestão.
A curadoria de Alberto Martins foi impecável e nos provocou em muito. No domingo
acabei perdendo a caminhada Tinha um Drummond no meio do caminho do Grupo de Teatro
Toque de Arte de minha cidade natal Paraisópolis MG. Este trabalho acontece uma vez por ano
naquela cidade e foi inventado pelo poeta Braga Barros.
E na ultima mesa os escritores Roberto Taddei, Marcelino Freire, Tiago Novaes num
encontro sobre os processos de escrita.
Este acontecimento na cidade ficará marcado, várias atividades para as crianças
aconteciam em vários lugares do parque.
Acabei não indo as atividades de sexta-feira e no sábado pela manhã mas contarão
me que foram também belas atividades.
Enfim a São José dos anos atuais esta efervescente tanto na questão do poder
publico quanto da comunidade alguma editoras independentes surgindo. A Academia Joseense
em plena forma com muitas atividades e quem sabe outros grupos aqui surjam.
Porque a arte você faz sozinho mas a leitura de suas obras cabe aos outros. E as trocas nos
enriquecem. E o portal Entrementes e a revista estão ai registrando a o fazer de hoje ontem
e vislumbrando o amanhã.
Talvez nem mudemos o mundo mas se nosso coração se tornar de carne e osso já é um
grande alivio.
A arte nos transforma através dela redescobrimos a metafisica que esta dentro de nós.
Que estes encontros de qualidade se espalhem pela cidade em suas casas de cultura, pontos
de cultura, praças, escolas.
Só assim seremos realmente felizes. Quando a arte alcançar todos os corações.

Joka

João Carlos Faria

sexta-feira, 18 de setembro de 2015


Para que realmente servem os calendários

É quase primavera e achamos pelas ruas e parques
jabuticabas, amoras.
E muitos pássaros cada um mais diferente que os
outros em sua plenitude de beleza e cantos.
Lagartos caminham no parque.
E as cobras sem nenhuma culpa escondidas
entre as folhagens.
E os Sacis brincam nos bambuzais.
E a Mantiqueira em sua imponência sempre ao
fundo.
A estrada nos chama de chão batido, muitas
cachoeiras para serem descobertas.
Ou serem revisitadas.
Caminhar pela eternidade do agora que se
faz. Agora quem sabe amora.
Jabuticabas, Amoras, Sacis …
E onde se esconde os corpos secos.
Perder o caminho e ser encontrado
por um disco voador.
É quase primavera e a natureza não
esta nem ai para os calendários.
É quase primavera, vamos caminhar.

Joka

João Carlos Faria

quinta-feira, 17 de setembro de 2015


Existir
    repetição

          não
                   não
                           não
     ?

O silencio da maquina faz
a canção silenciar.
                      
    existir
 não
 pensar não


O silencio da maquina faz
a canção silenciar.

Joka

João Carlos Faria

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Só nos cabe ir as ruas ?

Estava lendo jornais e revistas na internet mas quando se olha a linha do
tempo no Facebook.
É tudo bem mais interessante da vida simples e comum em cenas cotidianas.
Como as reflexões acerca do pais e do mundo.
Parece que tudo anda dando errado milhões de pessoas sem destino na Europa
fugindo de conflitos criados e incentivados pelas grandes potencias.
No Brasil a agonia do governo Dilma Rousseff que precisa fazer ajustes que
serão pagos a custa de desemprego retrocesso na economia.
E quando vamos para a TV aberta ou a cabo enquanto ainda conseguimos ter
o desafio é maior.
Que mundo é este em que estamos ?
Não temos lideres, partidos políticos. O mercado da as cartas no Brasil e no mundo
inteiro.
Só nos cabe ir as ruas ? Mas protestar para que ? Se usarão tudo contra
o povo ? Só nos cabe votar nulo ?
Precisamos de saídas inventivas na sociedade e na economia.
E podemos ainda chamar o governo Dilma de esquerda?
Confesso a mulher que foi guerrilheira esta com um enorme abacaxi.
Tantos acordos que existem em volta do poder ?
E nada mudará se o cidadão comum não virar agente da historia.
E a vida segue e vemos o ocaso da esquerda ?
Sei que tudo terá uma solução se para o bem ou para o mal não
tenho bola de cristal ? Nem sei jogar taro.
É a vida nua e crua …

Joka


João Carlos Faria   

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Cotidiano

Ao cair da tarde

De mansinho a tarde vai dando seu adeus. E eu absorto
em uma leitura percebo o iniciar de uma noite de inverno.
A tarde se vai e a noite com um friozinho. E as estrelas
por onde passeiam ? Ainda não hás vi.
Mas é a vida entre as noites e os dias. Entre trevas e luz.
E tudo se transmuta dia em noite, noite em dia.
E nos eternos ?
Versos na diversidade da vida.
Retorno ao velho livro.


O velho escritor

Estrelas, galaxias e eu aqui e nada
decifro ?
E a vida entre invernos e primaveras.
E na manhã vejo um velho escritor
mostrando seu mundo.
Henry Müller já passado dos oitenta
anos.
Sempre nos provocando.
Em um velho documentário sem áudio num
canal de TV.

PS : Canal Curta

Brevidade


Tudo se esvai na ampulheta de um tempo
inexistente e para a crianças só o hoje é real.
Breve longa vida.
Para que jogar cartas, o destino é uma mera
fantasia.


Abismo

Profecias, caminhos.
Desejos.
Mera fantasia humanas.
Quais caminhos seguir nesta sequencia
de descida aos abismos.
Retorno a leitura de um velho livro.


Joka
João Carlos Faria




A insegurança pública em São José dos Campos

Quando as igrejas começam a ter segurança que nunca tiveram
é para ficarmos alertas ?
A questão da segurança pública não é algo que vemos muito
debate nas redes sociais ?
Estamos cegos, surdos e mudos ?
Ou o medo da população e tão grande que ninguém se posiciona ?
Aqui em São José dos Campos na seções que assisto na TV CAMARA
não vejo os vereadores falarem destas questões ?
Será que é sou eu que estou sabendo da falta de segurança nos bairros
mais afastados do centro ?
Ninguém esta ouvindo falar de adolescentes carregando armas na
mão ?
Cade o governo do Estado de São Paulo governado pelo PSDB
a mais de vinte anos ?
No Brasil tudo agora é culpa do PT.
E a omissão da sociedade esta fazendo aumentar o caos e o desrespeito
elementares como direito de ir e vir estão sendo desrespeitados.
Talvez porque é a insegurança do pobre não afeta a nossa velha
classe media.
Acorda Brasil.

Joka


João Carlos Faria  

sábado, 12 de setembro de 2015

E a chuva traz tranquilidade a cidade

Sábado
Manhã molhada
Leituras virtuais,
O livro por ser lido e a vida
sendo escrita.
Altos e baixos.
Viver é delicioso.
E a cidade diverte-se
em meio a felicidade da chuva
tão necessária.

Joka


João Carlos Faria

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

As aparências nos enganam
Nunca acreditei em mídia independente. 
Independência de poderes.
Justiça cega.
O poder é feito por seres humanos, governos, leis, estado
é um contrato social. 
As pessoas se articulam. E alguns detêm o poder. 
Enquanto a maioria é sempre enganada mero gado marcado. 
Enquanto uns riem e uma maioria chora. 
O povo nunca é a razão. E a uma luta de forças no jogo de xadrez
da América Latina.
Desculpe-me não sei ler sua mão

Os livros dos Mortos Tibetanos, Egípcio. Mas temos um livro da vida para
estes momentos onde o abismo se faz tão atraente ?
Somos sombras nesta imensa caverna. E um homem resolve subir a Pedra do Bau na
Serra da Mantiqueira e lá do alto se joga nú para um voo.
Não ter asas nos prende a terra. Só nos resta enquanto seres viventes fazer fluir a imaginação.
Quantos caminhar por entre espinhos e rosas. Numa estreita estrada escura e sombria.
A vida leve e a pena mais leve que o coração sei lá qual é esta dúvida.
Anúbis e seus juízes nos faz refletir diante dos abismos.
Quantos segredos nas entrelinhas de qualquer livro. Não desvendamos a lirica dos
sonhos. Em nossas jornadas de descida ao abismo.
Desculpe – me não sei ler sua mão.
Nem sei quantos passos ainda nos resta ?
Viver um imenso desafio que saudade de quando navegávamos com Camões pelo
mar.
E nada de monstro só os que habitam nosso castelo interior.

Joka

João Carlos Faria


quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A tempestade de São José dos Campos que nos fez sentir que estamos
adormecidos somos meros zumbis


Tempestade sobrevivemos a ela ? Ou ainda ecoa ecoa ecoa em nossas
almas, cicatrizes físicas e na alma.
A vida é breve e longa quantas arvores perdidas ?
Quantos ninhos de passarinhos que se perderão ?
Serão resposto ? Nunca será o mesmo.
E o nosso século vinte e um ? Se vai sem TV, internet .. telefone ?
E sai para resolver um compromisso e um motorista de táxi me contou
que na avenida fundo do Vale naquele córrego hoje mero esgoto que
a cidade insiste em esquecer.
Havia Jacarés que eram caçados para matar a fome de quem morava
no Monte Castelo. E dali brotava inúmeros poços artesianos que abasteciam
a cidade.
E a cidade insiste em viver desconectada do meio ambiente esquecendo
que dele fazemos parte.
E nos esquecemos do calor humano. Da solidariedade e nosso coração
se esvazia. E das lutas politicas pelo poder nos esquecemos do amor
a cidade a nossa imensa comunidade.
Neste século vinte e um desistimos do próximos e não somos humanos somos
meros consumidores. A cidadania é a nova utopia que move os corações dos
que ainda insistem em sonhar com uma coletividade diferente do egoismo
reinante.

Joka

João Carlos Faria

Ao acaso descobri o som de Ana Larousse

domingo, 6 de setembro de 2015

Enquanto as neuroses tecnológicas nos contaminam

Eu lendo um livro na sala, TV desligada.
O cachorro passa de um lado a outro.
Um papagaio também passa e de um
jeito bem caipira diz nunca mais nunca mais.
E quando acharei um livro de poemas de Edgar Allan Poe ?
E o cachorro novamente passa de um lado a outro.
E o papagaio repete nunca nunca nunca.
E continuo a minha leitura.
Enquanto não me ligo a rede.
Enquanto as neuroses tecnológica nos contamina.
E a vida segue e a aula de Ezra Pound continua.
Nem sei se sou um bom aluno.

Joka

João Carlos Faria

Leitura :

ABC da literatura
Ezra Pound

Editora: Cultrix

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Para ter gente que inove não vote no PMDB, PSDB.
Porque o PT foi para a fogueira. A inquisição é hoje ?
Quem sobreviverá as redes sociais ?

O mundo é outro e alguém ai já tem uma solução ?  
Nossa Marcelo Sguassábia belo texto e já participei de um grupo que rodava pelas praças e pasmem
shoppings.
Que entre seus muitos e inúmeros nomes era Republica dos Roedores de Orelha.
Não sei se na maturidade terei o prazer de achar a falsa liberdade dos anarquistas. Mas eles
devem estar por ai ? Bem longe de qualquer espaços públicos, editoras, bienais
e qualquer padrão da literatura comercial.
Comecei a ler o ABC da literatura de Ezra Pound e sobreviverei até o fim. Escrever é
um desafio. Sucesso é uma imensa bobagem de nossa inútil sociedade capitalista.

Só nos resta a solidão

Devoradores de orelha



quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Porque deixamos o paraíso ?


E a cidade pulsa. É a vida diante dos nossos olhares.
Vendedores de doces de Caçapava eles moram além da ponte
do Paraíba. E circulam pelas ruas do Vale do Paraíba.
E a cidade se cansa diante de infinitas crises.
E a vida segue em seus vários modos de ver o mundo.
Estamos cegos diante de tantos olhares ?
E saboreamos a vida. Enquanto temos vida.
E as crises eles vem e vão desde que decidimos
sermos humanos.
E por acaso temos a chance de não enfrentar
os desafios do dia a dia?
Tudo é movimento.
E os vendedores de doces estão ai. Por mais que mudemos
a rota do caminho só nos resta comprar nas Vielas do Jardim Ismênia
de São José dos Campos.
E a cidade pulsa nos raios de Sol de Inverno.

Joka

João Carlos Faria