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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

O mundo de contos de fadas virtuais

Coxinhas, caviar …
O uísque da tarde.
Charutos Cubanos.
Nas periferias mais um chacina.
Seja Rio, São Paulo.
Ou perto de nossa casa.
E a guerra – civil real se faz pronta
as vezes em atacado no varejo.
E nos esquecemos que as vezes seremos nós.
Que vai levar uma facada no pescoço.
Perder o emprego.
Enquanto isto as brigas estereis entre coxinhas
e amantes do caviar.
E na esquina a morte e a prostituição infantil
enquanto a um estéril debate sobre a menor idade.
Para quem não vai ter idade nenhuma.
A senzala não cabe no poema. Continua a não
caber Ferreira Gular.

Joka


João Carlos Faria

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