Seguidores

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Elefantes no quintal de Copacabana

Eu aqui no quarto enquanto as armas nos desarmam.
Enquanto policiais morrem nas ruas.
E são entulhados em quarteis.
A vida na nação brasilês.
É dura e fora da realidade.
Tudo sempre por vir e nada nos acontece.
Enquanto crianças indígenas morrem de diabetes
por beber refrigerante e comer doces.
E já não cabe nada na mente deleto tudo.
Ouço Caetano … e adentro nas margens dos rios.
Na calma que nos salve a alma.
E a fé …
Andai-vos a pé.
E nestes dias nem um livro …
nada leio …
E não tenho medo.
E nada entendo em meus sonhos.
Sou analfabeto não entendo a fala dos anjos.
Dimensões sutis …
Elefantes no quintal de Copacabana.
E minha alma mora num casebre no Complexo do Alemão.
Ela saie a buscar as almas que se desprendem de seus corpos.
Caminha pelo Rio, Brasília vê tudo e não diz nada.
E a vida segue enquanto aprendo a matemática elementar.
E me desarmo do temor de ter medo.
Tudo mera ilusão.
Num piscar de olho de um Jacaré no Pantanal.
Não mais estaremos aqui e tudo sempre segue.
De corpo em corpo e nenhum copo na mão.

Joka

João Carlos Faria



Nenhum comentário: