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sábado, 25 de julho de 2015

Poema sem conclusão

As cidades explodem dentro de mim
sou duas cidades.
Minha alma despida de mar.
E a solidão do planalto.
Em tempos de mensagens instantâneas.
Estamos adimiravelmentes sós.
Quase ninguém lembrou de meu aniversário.
Quero adentrar dentro de mim mesmo
e ser versos.
Mas tudo se esvazia e se perde
no tempo.
Não sei voltar a grande cidade
despedaço – me diante de suas
imensas avenidas.
Medusa transforma -me em jardim de pedra.
E o mar esta dentro de mim.
Não sou …
E o grande Oceano Atlântico
agora bem longe.
E o que me prende a grande cidade ?
Desculpem não sei escrever sem usar
infidaveis pontos de interrogação.
Nem ouso mergulhar nas noites de Caraguatatuba
e agora São José dos Campos.
E alma vaga pelo mar.
Imensos desafios e perco-me no labirinto
de meus desejos.
E o Minotauro diante de mim ?
Tudo se faz breve. Insisto não existo.
E vejo o garoto desafiar o mar com seu
pedaço de pau.
E o mar silencia-se diante da inocência.
Tento perceber minha não existência.
Desisto de pensar e mergulho na noite da
não existência.
E aquela pessoa na foto que tirei realmente
existe ?

Joka

João Carlos Faria


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