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domingo, 14 de junho de 2015

E Walt Whitman e Janis Joplin passearam pelas vielas do Banhado


Grande mulher Janis Joplin musa dos loucos, bárbaros e caminhantes. O que seria a vida sem canção, mulher e sonhos, poesia e arte.
Hoje uma ciranda nos encantou num Parque de uma cidade qualquer do interior do Brasil.
E Walt Whitman passeava pela feiras de trocas de livros, debatia poesia e politica.
Eu o vi mas não ousei chegar perto deste velho bardo.
Mas prestava atenção as suas palavras uma a uma e aqui lhes conto. Ele se indiguinava por uma cidade querer expulsar seus moradores de uma área para
criar uma enorme avenida.
E Janis Joplin o acompanhava com o violão nas costas e eles iriam em direção ao Banhado de São
José dos Campos para conferir como estas famílias moram enquanto uma mera ordem judicial pode
tirálas daquele lugar.
E assim o mero capital é mais forte que qualquer desejo de qualquer comunidade e o poder do dinheiro se faz sempre mais forte que a mais simples razão.
E uma canção uma ciranda nos une por alguns mágicos momentos Walt Whitman, Janis Joplin nos
davam as mãos numa eterna ciranda e a vida o sol, música num mágico momento enquanto as balas,
prisões e a força do estado que nasceu em nome do povo não expulsa famílias que estão lá a quase
um século.
E a vida sempre segue Pinheirinhos vão e vem. E o bardo vê diante de seus olhos mais uma
tragédia anunciada é povo contra povo na cidade criada para vender armas e que se sucumbe
ao mero desejo do capital.
E Wat Whitman escreve um poema que vira uma canção cantada por Janis Joplin.
E a vida segue enquanto a policia não sai do quartel para cumprir mais uma ordem judicial.

Joka

João Carlos Faria


https://www.youtube.com/watch?v=jmRUzoXFonM

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