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sexta-feira, 26 de junho de 2015

Dante nas ruas de Belo Horizonte


Inverno,
Inferno,
Antes Dante quebra os
dentes ao cair na esquina.
Mentiras mal contadas.
O cardaço de seus tênis desamarram.
Caminhava no sol de inverno na tarde.
Antes havia apreciado um helicóptero da Policia
Militar.
E pensava em jeitos de voar naquele helicóptero.
Tinha estudado equações na manhã.
Enquanto Diógenes não lhe telefonava.
Precisavam falar com Pitágoras para lhes
ensinarem uma formula de passar
num concurso da policia federal.
Dante daqui a pouco alcança os cinquenta anos.
E não sabe a arte que Maquiavel escrevia em conversas
no bar da esquina de como enganar o povo
e estar no poder.
Dante não quer voltar ao inferno.
Inverno,
Inferno,
Dante quer um emprego de funcionário
público.
Dante anda longe de querer empreender.
Dante quer um encontro com Penélope.
Dante ama a vida, não sabe os caminhos
da corrupção.
E já não se engana ao votar.
O sistema é um ilusão, caie a noite.
Inverno.
Dante conta as estrelas enquanto
o trem não o leva a Aparecida do Norte.
Inferno.

Joka

João Carlos Faria




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