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domingo, 24 de maio de 2015

Ela não ousa se jogar numa ponte para começar a voar


Identidade Camila caminha pela ruas, navega. Nunca andou de patins. Nem leu Sartre só o viu em
um documentário na TV. Camila acorda sobressaltada a noite vê vários fantasmas que lhe fazem companhia nas noites mal dormidas. Nestes dias de outono quase não sai a noite.
E a vida sempre segue e Camila vasculhas sites e mais sites e não acha nada, sua fé anda abalada
mesmo não tendo nem trinta anos acha-se velha. Quantos livros que leu e nada de desvendar
o mundo?
Começou a ouvir Creendence quer sair por ai ? Mas o que aprendeu em seus anos de faculdade é inútil. Tudo parece inútil mas não ousa se jogar numa ponte para arriscar a voar. Deixa para os pássaros. Camila após as horas sem trabalho numa escolinha. Entra em todas as igrejas assiste missa, vai a cultos. Frequenta tudo. Diverte-se ao ver as vaidades daqueles que se dizem poetas, artistas
e nada entendem sobre a vida. A vaidade lhes cega.
Camila adora entrar em lojas e comprar tudo que acha pela frente mesmo sendo tudo inutilidades. A vinte cinco de março em Sampa é seu paraíso.
lotada lhe traz prazer. Pessoas freneticamente comprando, comprando como se a vida fosse só ter.
É que ser dói. E o sol lá fora. E nas redes sociais tantos gritos em silencio. E Camila caminha, lé livros. Houve canções e todos os homens meros sapos.
Vai sobrevivendo pois viver é sempre um enorme desafio. E a ausência de humanidade lhe abre esperanças para buscar forças para saltar o abismo.

Joka

João Carlos Faria  

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