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sábado, 25 de abril de 2015

Não há caminho neste labirinto ?


Cidade deslocada no tempo. Anjos desavisados mergulham nas
águas sem oxigênio. A vida se esvai. Mergulhamos no futuro ainda
por se fazer.
Cidade deslocada no tempo. Albergues em noites vazias.
Estranhos dentro do próprio corpo.
Estrelas nascem neste instante e a morte dança rumba.
Cidade deslocada no tempo. Entre quatro paredes avistamos as inexistentes
fronteiras do universo.
Deus se transforma em flor. Ouvimos o apito do trem em madrugadas
delirantes. Ninguém nos avisa da chegada da meia idade.
Cidade deslocada no tempo. Não há caminho neste labirinto?

A vida se esvai. Quem nos avisará de nossa partida ?
Se partiremos chegaremos a um ponto?

Cidade deslocada no tempo.
Quantas horas e o relógio parece dizer meia noite. Horas mortas.
Todos os demônios nos atormentam.
Cidade deslocada no tempo. Dentro de nossas almas.

Olhares desfocados sem passado, futuro só o hoje.
Cidade deslocada no tempo.

Joka

João Carlos Faria


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