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domingo, 26 de abril de 2015

Meros moinhos de ventos

Temos tantas ferramentas de comunicação nos dias de hoje e no entanto parece que cada vez mais sós estamos. Anda meio difícil esbarrar com pessoas antenadas ou que almenos buscam ser menos alienadas. Lendo o texto de Paulo Vinheiro Renascentistas Atuais ou de Elizabeth Souza Era uma vez em São José dos Campos na revista Entrementes. Sentimos a falta destes encontros de gente antenada. Não digo que deveriam ser feitos em praças ou as mesmas pessoas que já convivemos. Mas coletivos deveriam nascer para trocarmos informações. Já tentei algumas vezes reunir gente nova mas de forma oficial não rola este encontros acontecem ao acaso. Em ruas, praças, bancas de revistas e quem sabe até em Shopping? No bairro onde moro eu frequentava um espaço assim era um oásis na cidade. E alguém ficou doente e dissipou-se o encontro.
Agora recomeço do zero. Pessoas assim são raras estão por ai escondidas e anonimas nas comunidades as quais pertencem são sempre discretas. Só artistas e políticos pelo fazer não o são.
Esta noite sonhei que eu tinha inventado um marketing bem sucedido que era assim QUERO TER UM MILHÃO DE AMIGOS e no sonho deu tanto certo que fui eleito deputado – federal por uma
linha bem conservadora. E chegando em Brasília queria me livrar deles e não conseguia me juntar
a bancada do PSOL ainda bem que foi um sonho prefiro a solidão sem poder para não perder a alma
com a mera ilusão de poder.
A comunidade deve sim se juntar para filosofar, fazer arte e politica tentar desvendar o inefável. Mas poder pelo poder nunca se justifica as duras penas e depois de ilusórias tentativas me dei conta
destes meros moinhos de vento.
E a vida assim vai seguindo hoje o Sol estava brilhando no parque. E sentia o silencio e ouvia com meus olhos.
As vezes dá vontade de fazer um grande barco de papel e colocar no lago do parque. Mas alguém sozinho não cria nada. Adoro aquele desenho que estou com Almirez, Solfidone, Kharistos num
fim de tarde no Parque da Cidade. Aqueles dias se passarão cada um tomou seu rumo a vida nos
leva.
Mas a amizade é eterna. Sempre acabamos nos esbarrando num canto qualquer do universo.
Quero um dia escrever um roteiro de cinema que contenha estas vidas e estas idas e vindas da
vida. Por enquanto as registro em cronicas e poemas.
Mas registralás em imagens cinematográficas ficaria de uma forma linda. A vida é emoção
hoje quase peguei um ônibus em direção a um lugar qualquer da zona norte da cidade. Mas preferi
a festa do mineiro uma fila para ganhar um biscoito e um café com leite e no caminho inúmeras
conversas sobre tudo e mais alguma coisa.
Mas a hora que voltei ao Parque da Cidade saboriei o gosto do sol e o silencio em festa. Esta cidade me encanta. São José dos Campos São Paulo Brasil.

Joka


João Carlos Faria   

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