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segunda-feira, 20 de abril de 2015

E por onde passeia Shophia ?

Adentro a um castelo que esta dentro de mim. Para chegar a este Castelo desço uma imensa caverna. E avisto minha alma em fragmentos diante de uma infinidade de espelhos. Desço a caverna e o Castelo esta lá sombrio. Vou as masmorras onde vários de mim estão presos. E quero descer cada vez mais. E no castelo toca-se a trombeta é um inicio de um baile de pessoas estranhas, personalidades que já julgava desaparecidas. Como me vejo em tantas pessoas e inúmeros seres.
Vejo me como cão, barata, morcegos e seres das velhas mitologias.
Preciso desfazer se de mim. Fazer com que tudo isto se finde nas noites dentro da caverna. Algemas
que me prendem dentro desta eternidade. E olho ao céu e vejo uma fresta de luz.
E por onde passeia Shophia?
Ver se refletido em mal. E suplicar aos céus o caminho para se chegar ao infinito?
E enquanto isto caminho pela cidade. Ouço o cantar dos pássaros. E as crianças em sua jornada as escolas. A vida sempre segue. Ir e vir a luxuriosa caverna. Desistir de si mesmo. Nunca sabemos se estamos caminhando em direção ao fundo do abismo? Ou na busca do caminho que levou de volta Shophia ao infinito. Como entender a cabala? O taro?
Seguir sempre adiante e se ver refletido no lago e não mergulhar. Desvendar-se é algo estranho. Quantas dores em busca da alma.

Joka


João Carlos Faria

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