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sábado, 4 de abril de 2015

Diante do abismo

Colecionar estrelas, enquanto a ilusória cidade
se desfaz no deserto.
A vida breve no bater de asas do cavalo alado.
Mergulho dentro de mim mesmo.
Navego por dentro de meus abismos.
O colar de buda ainda é pouco para minha ilusão.
Tem hora que ouso não querer o reto caminho.
E almejo tirar umas férias na mítica cidade de Shambala.
Não quero saber dos abismos.
Por mais que tente entender a Kabala.
Nunca compreendo.
Resta -se a decisão do Ser. E nunca a minha.
Por mim se me salvasse do abismo já me bastaria.
Mero caminhante que coleciona estrelas.
O caminho se faz traiçoeiro. Cheio de labirintos.
As vezes sinto ser o próprio minotauro que persegue-me.
Eu mera ilusão no jogo zodiacal.
Escravo de meus desejos.

Joka


João Carlos Faria

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