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quinta-feira, 5 de março de 2015

Gárgulas sobrevoavam Gotam City


Sob o olhar de Atlantes ela caminha, as nuvens eram vagas.
O deserto era longo. E os caminhantes estavam sedentos de sede.
Enquanto isto eu lia contos debaixo de uma nuvem de cara de águia.
E a saudade fazia calar e silenciar-se.
Para onde era o caminho que Matusalém indicara?
Todos com seus grandes corpos haviam estado num jangada.
As naves os haviam deixados para trás.
Só caminhavam. Por estes dias o deserto era longo.
E as belas cidades haviam afundado. Jamais seriam lembrados.
Gárgulas sobrevoavam Gotam City.
E o homem -morcego que leva o nome de Batman jazia morto
por entre os escombros.
E eu indiferente a ler uma coletânea de contos.
E tudo se seguia arrevessar um deserto, atravessar mares bravios até
chegar ao Egito.
E o corpo de Batman jazia a espera de abutres em sua ultima luta.
E a criança sonolenta dorme por entre escombros.
Gaza sem água, sem liberdade.
E as memorias de um tempo são destruídas em nome de uma fé morta.
Ó senhor porque nos abandonastes.
E eu folheando aquelas paginas aquelas antologias que sobrevivem em
minha memória.

Joka

João Carlos Faria

Uma singela lembrança da Antologia de Contos Alberto Renart editados pela
Fundação Cultural Cassiano Ricardo nos anos 80,90 do século vinte.
Ali tem -se material suficiente para gerar grandes longas metragens.
E por onde andas estes autores contemporâneos?
Que para quem leu nunca mais esquece.
Vivemos numa cidade que pode ser mais e insiste em ser menos.
É hora de voar e sonhar.

São José dos Campos São Paulo Brasil.

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