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segunda-feira, 23 de março de 2015


Canções de outono

1
E a chuva cai dentro da noite.
E as estrelas estão lá sorridentes
por entre as nuvens.
E a alma fria, caminha pelas ruas em meio
a chuva.
Quantas almas sem lar. Sem corpos
que as possam aquecer?

2
Outono,
Canários em silencio.
Cães ausentes.
E a vida assim acontece.

3

Nestes dias. Descobri que nunca vi uma neve.
Nem uma só montanha.
Canto para mim mesmo neste oceano de ilusões.
Outono o coração esvazia-se e alma
Livre caminha em noites frias.

4
Outono, alguém escreveu sobre as guerras
no céu.
Achando que o universo reflete a insensatez
humana.
5
Outono um pintor diz que vai pintar Dom Quixote.
E por onde anda Cervantes?
Nestes dias de ilusões.
Quantos moinhos em nossa vã ilusão já vimos.
E a alma só caminha nestes dias chuvosos.

6

Dias tristes de outono, o céu chora.
A alma alegre-se na sua eterna desilusão.
Nada novo no céu. Precisamos abrir o Eclesiastes.
Compor novas canções que falem de amor.

7

Outono
A vida breve, meu cantar interior.
Ainda não a vistos montanhas.
Na eternidade dez mil anos de jornada.
E sempre vazio.

8
Outono, vida breve.
Leve brisa.
Como num velho poema
O AMOR LAVA A ALMA,
E agora completo
E nos traz a calma.

9

Outono, fogo.
Amor, fé.
Alma livre de ilusões.
Outono, poemas.
Canções.
Enquanto os amores reais
ainda ilusória esperança.
Outono, sem fé.
Se sucumbi a ventania.

10
Canções de outono no
aguardar do inverno.
Quatro estações no caminhar da alma.
No ir e vir de vidas, almas livres.
Na eternidade existir, sentir.
A alma nos traz a calma.
Outono eterna noite no aguardar
da vida.
A brisa, leve a alma livre
Canções de outono.


Joka

João Carlos Faria  


Canções de outono

1
E a chuva cai dentro da noite.
E as estrelas estão lá sorridentes
por entre as nuvens.
E a alma fria, caminha pelas ruas em meio
a chuva.
Quantas almas sem lar. Sem corpos
que as possam aquecer?

2
Outono,
Canários em silencio.
Cães ausentes.
E a vida assim acontece.

3

Nestes dias. Descobri que nunca vi uma neve.
Nem uma só montanha.
Canto para mim mesmo neste oceano de ilusões.
Outono o coração esvazia-se e alma
Livre caminha em noites frias.

4
Outono, alguém escreveu sobre as guerras
no céu.
Achando que o universo reflete a insensatez
humana.
5
Outono um pintor diz que vai pintar Dom Quixote.
E por onde anda Cervantes?
Nestes dias de ilusões.
Quantos moinhos em nossa vã ilusão já vimos.
E a alma só caminha nestes dias chuvosos.

6

Dias tristes de outono, o céu chora.
A alma alegre-se na sua eterna desilusão.
Nada novo no céu. Precisamos abrir o Eclesiastes.
Compor novas canções que falem de amor.

7

Outono
A vida breve, meu cantar interior.
Ainda não a vistos montanhas.
Na eternidade dez mil anos de jornada.
E sempre vazio.

8
Outono, vida breve.
Leve brisa.
Como num velho poema
O AMOR LAVA A ALMA,
E agora completo
E nos traz a calma.

9

Outono, fogo.
Amor, fé.
Alma livre de ilusões.
Outono, poemas.
Canções.
Enquanto os amores reais
ainda ilusória esperança.
Outono, sem fé.
Se sucumbi a ventania.

10
Canções de outono no
aguardar do inverno.
Quatro estações no caminhar da alma.
No ir e vir de vidas, almas livres.
Na eternidade existir, sentir.
A alma nos traz a calma.
Outono eterna noite no aguardar
da vida.
A brisa, leve a alma livre
Canções de outono.

Joka

João Carlos Faria  








 















 








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