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domingo, 29 de março de 2015

A escuridão da ilusória caverna

E a escuridão se faz presente diante de nossos olhares. O coração frio dos homens destas cavernas. Que civilização?  Almas, lavadas. Distanciadas de si mesmo. As vezes sinto-me vazio e nada tem importância. É a hora que o silencio deve se fazer presente. É noite preciso apagar as tochas que ainda iluminam a caverna. Sinto-me só. E adentro dentro das imensas cavernas que tenho em minha alma. Estamos no universo e não fora dele. Sinto-me triste por viver eternamente neste sono. Ouço o barulho de chuva no telhado. E as vezes as goteiras em meu quarto. E a vida lá fora pulsa e aqui dentro também. Que silencio. A quem se destina escrever talvez a mim mesmo. Passa o tempo mesmo o tempo não existindo. E meus escritos voltam a mim. De resto tudo é sempre vaidade. Hoje vi a foto de um grande templo no Egito. E ouço inúmeras histórias do Egito. Não sei se minha velha alma lá esteve. E as praias da Bahia da velha Ilhéus de Jorge Amado. O Brasil visto por cima. E aqui estou eu. Que delicia voltar caminhando numa chuva. Dias destes o inexplicável medo da dengue. Nestes dias de turbulência política devo aprender a guarda silencio e a usar menos as redes sociais. A internet tem inúmeros sites que pode nos acrescentar e para que estar em redes sociais. Que de social não se faz. Somente caminhos de nossas eternas vaidades. Sinto não somos. E não importa não ser. E sim tornar-se a ser. A vida é breve um bom livro pode ter um imenso prazer. Devemos reaprender a ORAR e cair de joelhos diante do Infinito. E nos apegamos a matéria. Desculpe devo voltar a silenciar-me eu que sempre quis um palco. Não sei quando aprenderei a cantar e tocar um instrumento. Quem sabe compor um poema que fale da beleza dos cantos dos pássaros a política é efêmera e as crises passam. Mas o cair de uma folha de uma arvore é de uma beleza. A vida sempre breve quero um canto na Mantiqueira  onde eu possa aprender a fazer minhas próprias refeições. Eu cada vez sei menos. Quero nascer de novo.

Joka

João Carlos Faria 

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