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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Raízes de Aninha

Cinza, chuva.
Eu é que não mergulho em cinquenta tons de cinza. Caminharia sim por um milharal
lá pras bandas de São Bento.
Dias movimentados sem abandonar a cidade. O mundo todo nas redes sociais. E a desligo
para ouvir alguém contar suas aventuras para colher cinquenta espigas de milho.
Por entre espinhos na beira do rio. Nestes fervelhantes dias molhados. As redes sociais
se encheram de militantes virtuais. E nos cansa e nos faz buscar algo novo. E as cidades
se esvaziam de boa prosa filosófica como andamos cada vez mais vazios com uma tecnologia que
em vez de nos aproximar nos separa.
Começo a mergulhar na biografia de Cora Coralina em suas Raízes de Aninha de Clóvis Carvalho
Brito e Rita Elisa Seda estava guardando este livro para quando mergulha-se em alguns de seus livros. E o retirei de meu guarda-roupa. Como conseguimos estar cada vez mais sozinhos e as tecnologia se multiplicam nos falamos? Mas somos bárbaros e nem falamos a mesma língua nesta babel.
Almas errantes, transformamos sexo em moeda de troca de poder. Casamento já não duram. Estamos enchendo os consultórios de psicólogos e psiquiatras. Temos manuais de como se viver nesta selva de pedra. E não achamos algo que nos faça alcançar a alma perdida.
E que queremos ter e não somos.
Este labirinto nos confunde. O minotauro esta dentro de nos mesmo. E nos devora.
Somos uma imensa multidão numa só pessoa.
Para que escrever?
É uma pergunta que sempre nos fazemos. E continuaremos a fazer eternamente.
Registrar nossos fracassos, ambições se fazer notado sem ao menos existir.
Devemos esvaziar a mente. Fechar os olhos e nos calar.

Joka



João Carlos Faria

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