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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Navegar

Viver, nestes dias sombrios.
Na ausência de luz.
E como navegar e saber que não existem portos.

Se navegar era preciso. E não viver.
Como se faz a vã esperança?
Almas a deriva.

Descer quarenta e nove degraus dentro de si mesmo.
Sem sentir esperança.
Sem um porto ao menos seguro.

Sempre com a possibilidade de se ver
refletido no minotauro.

Joka

João Carlos Faria


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