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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Inferno

Verão, calor, carnaval.
Almas dilaceradas.
Na mais atordoante certeza da não existência do tempo.

Baratas, expulsas da casa.
Caminhos sem volta.
Perdemos o sentido.

Esculpir em areia, mera ilusão.
Vida breve, alma dilacerada.
Não existir.
Dez mil anos de ranger de dente.

Joka

João Carlos Faria

Abismo

Cães, noite, inexistência.
Tempestades, navegação.
Bebemos da taça da desilusão.
Almas a deriva.

Inocência, ego, fresta de luz no porão.
Quimeras.
Delírios, espelhos refletem o nada.
A morte do ego. Reflexo de pureza.

Cortar a carne, dilacerar a calma.
Silencio diante do nada.
Morrer, em silencio contemplando o abismo.

Viver a morrer.
Caminhos em círculos.
Diante do nada.

Joka

João Carlos Faria



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