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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015


Calor ,verão temos a trágica compania das baratas


Estava a ler Ricardo Reis mas a dor é tão grande que não me bastou.
Tem hora que se dilacera. Tudo para o vento silencia.
Só este barulho do ventilador dentro desta maquina de endoidar ou renascer?
Só depende de como usamos?
A fé se esvai. O corpo insiste em permanecer acordado.
Nem sei se é de fato Ricardo Reis, Fernando Pessoa não sou tão especialista
mas a dor nos poemas era real.
Falava-se dos Deuses que não nos percebem.
Calor, verão temos a trágica compania das baratas.
O dia ficou mais dia quando ouvi sobre o Abraxa.
Nem me ligava. Caminhar eternamente em circulo nos faz sermos desligados.
Num domingo a tarde diante das pessoas que saiam de uma igreja.
Me vi novamente a cultuar Deuses já mortos.
Repetir-me em outra vida. Tentando achar uma fresta uma pequena
fresta para sair do labirinto.
Desespero-me ante a possibilidade de voltar a este vale de lagrimas.
Eterno destino dos que não ousam saltar o abismo.

Joka

João Carlos Faria




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