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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Poesia no fim da tarde

Tem gente que apressa o dia, ainda manhã já querem ver o jornal do almoço.

As mesmas velhas noticias ou a falta delas num reciclar de matérias passadas.

A vida cotidiana. Os poetas estes mesmo quando se repetem são originais.

Ontem no fim da tarde. Estava indo a um encontro com velhos amigos.
E uma bela mulher num cruzamento que deveria ter uma praça, uma lagoa
e uma mina D'Água.
Mas hoje com três grandes lojas, hipermercado, revendedora de carros.
Ela me viu e gritou de seu carro e ai poeta viva
a poesia.
Acenei seguindo em frente não
é um Jabuti.
Mais um incentivo para continuar na árdua tarefa de escriba.
Estava imaginando naquele momento que daqui a uns cem anos este mesmo lugar estará restabelecido a área da concessionaria
será uma praça, a loja uma lagoa e córrego estará despoluído.
Um dia a humanidade se tornará humana e não predadora de si mesma.



Joka

João Carlos Faria   

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