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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Na praia todos meros desconhecidos

Estes dias estranhos que descobrimos e sentimos na pele nossa ausência de coletividade.
Estamos todos juntos neste planeta, nesta cidade. E temos todas as idades. Nestes dias quando vamos a uma padaria para comprar um leite
e uma televisão ligada num som alto. E alguém gritando e apedrejando
governos transitórios.
Que descuido e este para com o próximo. Se as portas do inferno estão sendo abertas estamos adentrando.
Tantas mortes violentas, falta de luz, água. Descuido com o meio ambiente as praias estão cheias de nossos lixos diários. E não adianta uma só pessoa catar mas também ajuda.
Internet, TV a cabo. Procurar emprego nos classificados virtuais.
É a vida coletiva e individual. Desculpe não somos nenhuma ilha.
Tudo nos afeta, não conseguia escrever nestes dias. Estava paralisado vendo o mundo de minha janela.
Almas, a deriva. Sem calma.
Será que perderemos a calma? Pessoas são assinadas por pedirem
para não usar drogas em seu portão, lei do Cão.
Homens fuzilados, cabeças cortadas. O militante esbraveja no Face
perde amigos e mais amigos por defender a politica.
Fé, alma, dor.
Lutemos, no litoral ia buscar água na bica todos os dias. Único lugar
de uma conversa inteligente.
Na praia todos meros desconhecidos. Ninguém se conversa.
De volta a minha cidade. Um dia talvez já não seja tão minha mas sua?
Que sociedade e esta em que fomos educados e não temos a cultura do coletivo? De aprender a fazer politica para o bem comum e não para o
bem de nosso bolso.
De que adianta sonhar em ter poder, dinheiro, fama.
Se nada disto vale se todos sofremos diariamente, a TV se repete.
A internet se repete. Precisamos silenciar a mente e aprender a dialogar.
Esta solidão coletiva nos mata aos poucos.
Jovens da Europa em desespero adentram a grupos terrorista a morte
não muda nada.
Violência gera violência. Não encontramos maneiras pacificas de mudar
o mundo. O ser humano perdeu a alma?
Precisamos reencontrar o sentido de COMUNIDADE.
Precisamos cuidar dos interesses de nossa RUA, BAIRRO, CIDADE.
A politica da maneira que anda sendo feita, já não surge efeito.
Vi deputados falando e analisando a educação de forma consciente nos
falavam do Sistema Único de Educação. A leitura deles sobre a educação
estava correta.
Li vários livros nestas férias. E agora travo em um livro não sei se prossigo ou desisto?
Li a historia do povo Vale-paraibano contado a partir da vida de Dona
Lili Figureira e sua família,
Boas historias de uma família como qualquer outra família.
A vida é leve, hoje o calor esta ameno e ainda não vimos a tão esperada
chuva.
A vida é breve, leve.

Joka

João Carlos Faria

Livro : LILI FIGUEIRA

Autores José Donizetti dos Santos
Fátima Aparecida dos Santos

JAC EDITORA

São José dos Campos

Produção : Associação Cultural Montanha Encantada

Apoio: Proac – Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo.

Governo de São Paulo – Secretaria de Cultura.

PS: É utopia sonhar com editoras que retratem nossa comunidade? Este
pais?
É utopia inrealizavel Núcleos de Produção de Cinema no Vale do Paraíba, Sul de Minas Gerais, Litoral Norte?
Gravadoras ?



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