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sábado, 31 de janeiro de 2015

7

Risco, vida

Morte …

Salto no abismo.

A indesejável inexistência.

Joka

João Carlos Faria


1

O que vinha antes do universo?
Antes do verso?
Quando a música não se fazia existir?

Joka

João Carlos Faria

2

Nada, nada, nada.
Abismo.
Descemos a torre.

Joka

João Carlos Faria

3

Paralelo, folhas.
Entre o nascer e o morrer.
O apagar-se da ilusão.

Joca

João Carlos Faria





4

Calor, calar-se antes da tempestade.
Silencio.
Verão.
A doce certeza da inexistência.

Joka

João Carlos Faria

5

Sexo, religião.
Brigas da estupides humana.
Quando saberemos que ninguém se entende?
Babel, Torre.
Mortas línguas.
Mascaras sem anjos.

Joka



João Carlos Faria
666

Madrugada,
Animais em cio.
Calor,
Vida.

Fé,
Silencio.

Caminhos?

Inexatidão.

Passeios de insetos.

Inexistência.

Joka


João Carlos Faria
?

Errar humano,
calar.
Sentir.
Ir contra a manada.
Fuga.

Desistência, real
Sentir.

Fé, faca.

Alma

Hora inexata.

Joka


João Carlos Faria   

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Poema para uma sexta-feira

Sexta -feira gosto de manga catada na Vila Industrial.
As arvores, fiapos na boca.
É tempo de manga.
Parques da cidades. Ondinas.
É preciso ver elementais para saber que estão ali?
Um poema em cada arvore. Poetas nascem em arvores,
frutifica-se o poema.
Biblioteca, queda de pressão.
Não li os poetas os senti em pulsação.
Parque da cidade, caminhos sem volta.
A poesia flui. E alma desliza-se em caminhos sem
volta.
Invocar elementais, e o peixe que punha fogo no
lago?
Tomar garapa no mercado.
Ler as noticias do dia, rever professoras.
E os olhos se embaralham diante de velhas noticias.
A cabeça rodando e os poetas de hoje.
Será eu poeta de ontem.
Sou sempre agora.
Calçadão da rua sete de setembro.
Nem uma alma conhecida.
Sexta-feira gosto de manga catada na Vila Industrial.

Joka

João Carlos Faria

PS : Vila Industrial bairro no inicio da Zona
Leste de São José dos Campos.
Quem tem uma Vista Linda do Banhado e da Serra
da Mantiqueira.
Projeto : Um poema em Cada Arvore 2014.
Na biblioteca Cassiano Ricardo.



quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

ESQUERDAS AMARELADAS E COVARDE

É muito estranho este silencio da esquerda em relação aos cortes que Dilma fez e o ataque aos
trabalhadores.
Cada vez mais as ruas me convencem da traição do PT.
Os rumos precisam mudar. Ou as centrais sindicais estão compradas?
Votei sim em Dilma no segundo turno. No primeiro mesmo contrariado votei em Marina
nunca espero votar no PSDB.
Mas o silencio das esquerdas? É alarmante poucos ousam colocar a cara a tapa.
Direitos básicos a pensão por morte foram retirados.
O povo é surdo, mudo e cego?
Acorda Brasil ? Será que o gosto do poder cegou a militância petista?
Eles só dão farelos. E lula falava em repartir o bolo?
Não damos um cheque em branco para os governantes.

Joka


João Carlos Faria   

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Que cidade

Dizem que para se eleger vereador em São José dos Campos esta por volta de
quinhentos mil reais.
E as duras penas estamos descobrindo que precisa de uma renovação na Câmara
Municipal.
Ainda não tó sabendo de articulações inteligentes para reverter este quadro eleitoral.
Sem estas mudanças a cidade continuará sobre o comando destes infelizes vereadores.
Prefeitos meros marionetes da Câmara e do poder econômico da cidade.
O poder politico da cidade é em nome do povo e lucro para os grandes empresários.
E nos o povo continuaremos acéfalos?
Eles nos iludem. Acordemos acorda esta sempre em nossos pescoços.
Ou aprendemos a fazer politica ou reclamaremos até nossa sorte a morte.
Será que estes políticos estão tentando corromper o capeta na hora que chegarem
ao inferno?

Joka


João Carlos Faria

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Sertão do Turvo

Mantiqueira, sertão a água brota da terra.
E a mulher lava a roupa com água mineral.
E nas cidades todas cimentadas, poluída quase
não tem água.
E nos achamos modernos.
Córregos encanados, poros fechados.
E a vida escorre pelas ruas.
Enquanto avenidas são planejadas mesmo matando nascentes.
É a ilusão humana de achar que domina a Mãe Natureza.
E ela respondendo em alto nível.
A vida segue nas cidades em ritmos frenéticos, calor, ônibus
lotados, ruas cheias. Precisamos do vil metal para mera
sobrevivência enquanto a alma se perde no asfalto.
E no Sertão do Turvo sempre em um outro ritmo
tudo perto num tirinho de espingarda.
Para que tanto se insistimos em não viver, meros
sobreviventes.
A vida se esvai na ampulheta.
E como diria Paulo Rafael numa canção.
A VIDA NÃO É MAIS NADA QUE UMA RISADA DE DEUS. VAI RAIMBAUD

Joka

João Carlos Faria

Turvo, Bairro Rural de São José dos Campos. São Paulo
Brasil, Serra da Mantiqueira.
No Pat uma mulher me contou que lava roupa
com água mineral que brota da terra.

Paulo Rafael poeta é compositor nascido em São José dos Campos

entre suas obras livros,cds.
Racionamento de Neurônios

São José dos Campos SP em sua faceta desconhecida.
No Bairro do Turvo na Bela Zona Norte da cidade.
Se lava roupa com a água mineral que brota da terra.
Enquanto aqui na cidade estamos preocupados com um futuro bem próximo
de racionamento.
Uma pessoa amiga fez esta reflexão hoje num ponto de ônibus.
Estamos com racionamento de neurônios a muito tempo e amor ao próximo.
Se a maioria neste pais é Cristã e amar a Deus é o primeiro mandamento
como podemos chegar neste nível de maltrato e degradação humana?
Onde a politica é para beneficiar alguns e não a sociedade como um todo.
Precisamos reaprender a fazer politica. Precisamos voltar a ser seres humanos e deixarmos
este consumo desenfreado e esta ausência de valores que nos deteriora enquanto sociedade.

Joka


João Carlos Faria

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

E o preço do feijão cabe na poesia meu caro Ferreira Gullar?

Hoje iniciando pra valer o ano de 2015 buscando umas cartas para emprego no PAT
São José dos Campos em longas espera de três horas. Vemos a realidade do povo Brasileiro oprimido por uma carestia grande. Aqui tudo é caro e difícil. E mantemos um bom humor
as pessoas levando seus filhos para buscarem um carta de emprego.
Aluguel de três cômodos colado no poste de ônibus para morar na periferia 450.00 reais.
Salario mínimo 770 reais. E o arroxo ao trabalhador provocado pelo Governo de Dilma PT?
Em nome de um equilíbrio fiscal vemos isto desde o governo Sarney nos anos oitenta com
o plano Funaro?
Acabou o mar de tranquilidade para alguns que foi o governo Lula.
Agora estamos no Brasil bem real que sempre vimos. Poucas opções de emprego, salario
sempre baixo. E aquele menino das Casas Bahia quer pagar quanto?
Aqui em São José a passagem a 3,40 não tem almoço grátis. E a criançada do Passe Livre se diverte protestantes nas ruas. O buraco na POLITICA é sempre mais em baixo o povo na rua não anda contente com Carlinhos de Almeida nosso prefeito dizem igual a PSDB bota o original. E a cidade parece perder uma chance real de mudar? E Wagner Balieiro vai ser o novo Toquinho perguntam o povo na rua?
As montadoras de carros sempre chantageando São José, Taubaté as industrias estão indo em
bora restam o setor de serviço, shopping, telemarketing.
As cidades do Vale precisam rever como crescer e gerar empregos. Mas não temos lideranças
politicas temos sangue sugas do poder me digam na real qual a diferença do PT, PSDB?
2015 esta ai calma daqui a pouco vem carnaval? Vem eleição e debates histéricos nas redes
sociais.
E nossos problemas de mobilidade urbana, segurança, educação continuam sempre os mesmos.
Como diria Renato Russo que pais é este?

Joka

João Carlos Faria     

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

O Equador das Coisas

Depois de leituras de poemas de Germano Xavier

Rômulo e Remo viviam sós pelas matas.
E ALIMENTAVAM-SE DA LOBA.
Rômulo e Remo andavam por São Paulo, favelas.
Centro na noite.
Rômulo trabalhador, Remo traficante de objetos
sem nexo.
Derre pente empregaram-se numa firma de telemarketing.
Encontraram-se com Roma uma bela jovem.
E os dois irmãos disputavam seu amor.

Rômulo e Remo fundaram Nova Yorque com os Judeus
vindos de Recife.

Rômulo e Remo querendo passe livre, nada só o cassetete
da policia.

E Roma, resolveu passear lá pras bandas de Mauá.

Pegar uma cachoeira.
Enquanto ainda tem água, apagões por todo os lados.
Acendam-se as tochas, fogueiras, voltemos as cavernas.
E a inquisição anda solta, nos universos virtuais.

E a Loba?

E o que Lygia Fagundes Telles tem a ver com isto?
E seu romance As meninas
É que Roma lé seu livro enquanto navega na rede.
As meninas, eram três.
Rômulo e Remo viviam sós pelas matas.
E nas ruas de SÃO PAULO a juventude apanha.
Enquanto isto Roma lê as opiniões fascistas nos jornais
do dia.

Joka

João Carlos Faria


http://oequadordascoisas.blogspot.com.br/
Que isto companheiro

Face, Globo News ao vivo. Portal R7 , TWITTER.
O VALE, Folha.
E a culpa da seca é do PT? Da Dilma?
E a culpa da seca é do PSDB? Geraldo?
Esta acabando a água, emprego.
E fé.
E como diria Davi F. Faria F todo conformismo é corrosivo?
E o que o cidadão penalizado, sem emprego. Trabalho precário.
Que mundo vivemos?
E não dá para pular do barco, vamos afundar juntos.
Alguém me empresta um Disco Voador?
E a culpa sempre é dos Petralhas?
Como vivemos numa sociedade fascista.
E não aprendemos a fazer politica para o bem comum.
Só para o bolso de cada um.
Vamos acordar. Que a corda esta no pescoço de todos nós.
Davos ? Não devo não pago.

Joka



João Carlos Faria
Horas mortas

Arauto dos descaminhos nas noites secretas.
Pessoas já mortas. Almas errantes.
Se deparam através de mim com a noticia de suas mortes.
Ouvem minhas palavras. E somem sem explicação.
Oremos por eles, oremos pôr nós. Defuntos.

Joka


João Carlos Faria 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Na praia todos meros desconhecidos

Estes dias estranhos que descobrimos e sentimos na pele nossa ausência de coletividade.
Estamos todos juntos neste planeta, nesta cidade. E temos todas as idades. Nestes dias quando vamos a uma padaria para comprar um leite
e uma televisão ligada num som alto. E alguém gritando e apedrejando
governos transitórios.
Que descuido e este para com o próximo. Se as portas do inferno estão sendo abertas estamos adentrando.
Tantas mortes violentas, falta de luz, água. Descuido com o meio ambiente as praias estão cheias de nossos lixos diários. E não adianta uma só pessoa catar mas também ajuda.
Internet, TV a cabo. Procurar emprego nos classificados virtuais.
É a vida coletiva e individual. Desculpe não somos nenhuma ilha.
Tudo nos afeta, não conseguia escrever nestes dias. Estava paralisado vendo o mundo de minha janela.
Almas, a deriva. Sem calma.
Será que perderemos a calma? Pessoas são assinadas por pedirem
para não usar drogas em seu portão, lei do Cão.
Homens fuzilados, cabeças cortadas. O militante esbraveja no Face
perde amigos e mais amigos por defender a politica.
Fé, alma, dor.
Lutemos, no litoral ia buscar água na bica todos os dias. Único lugar
de uma conversa inteligente.
Na praia todos meros desconhecidos. Ninguém se conversa.
De volta a minha cidade. Um dia talvez já não seja tão minha mas sua?
Que sociedade e esta em que fomos educados e não temos a cultura do coletivo? De aprender a fazer politica para o bem comum e não para o
bem de nosso bolso.
De que adianta sonhar em ter poder, dinheiro, fama.
Se nada disto vale se todos sofremos diariamente, a TV se repete.
A internet se repete. Precisamos silenciar a mente e aprender a dialogar.
Esta solidão coletiva nos mata aos poucos.
Jovens da Europa em desespero adentram a grupos terrorista a morte
não muda nada.
Violência gera violência. Não encontramos maneiras pacificas de mudar
o mundo. O ser humano perdeu a alma?
Precisamos reencontrar o sentido de COMUNIDADE.
Precisamos cuidar dos interesses de nossa RUA, BAIRRO, CIDADE.
A politica da maneira que anda sendo feita, já não surge efeito.
Vi deputados falando e analisando a educação de forma consciente nos
falavam do Sistema Único de Educação. A leitura deles sobre a educação
estava correta.
Li vários livros nestas férias. E agora travo em um livro não sei se prossigo ou desisto?
Li a historia do povo Vale-paraibano contado a partir da vida de Dona
Lili Figureira e sua família,
Boas historias de uma família como qualquer outra família.
A vida é leve, hoje o calor esta ameno e ainda não vimos a tão esperada
chuva.
A vida é breve, leve.

Joka

João Carlos Faria

Livro : LILI FIGUEIRA

Autores José Donizetti dos Santos
Fátima Aparecida dos Santos

JAC EDITORA

São José dos Campos

Produção : Associação Cultural Montanha Encantada

Apoio: Proac – Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo.

Governo de São Paulo – Secretaria de Cultura.

PS: É utopia sonhar com editoras que retratem nossa comunidade? Este
pais?
É utopia inrealizavel Núcleos de Produção de Cinema no Vale do Paraíba, Sul de Minas Gerais, Litoral Norte?
Gravadoras ?



domingo, 4 de janeiro de 2015

1 minuto · 

São José dos Campos vivenciou uma Zona Autônoma Temporária e hoje quase
cadáver. Mas a Fênix sempre renasce das cinzas.

Esta e outras músicas circularam em São José dos Campos nos anos 90.
E agora estão aqui para deleite deste Brasil.
Edu Planchez no Sarau Celebração ao Renascimento da Poesia declamava
um poema que falava que todo lugar é o centro.
LITTER, Poesia Industrial, Ethos produção de curtas metragens, teatro num fervilhar. Festas polemicas que juro até hoje não vi nada.
São José dos Campos vivenciou uma Zona Autônoma Temporária e hoje quase
cadáver. Mas a Fênix sempre renasce das cinzas.


Não tenho a sinfonia dos canários



Zé Ramalho
Adentra aos meus sentidos.
Noite, almas vazias.
Sentidos , ausentes.
Mortos.
Zé Ramalho
Passeia, alheio nas ruas do Rio de Janeiro.
Como alma, vagante de sonhos.
O Rio cidade.
Lapa, Almas utópicas.
Zé Ramalho.
Alcança, meus ouvidos.
Alma calada.
Não tenho a sinfonia dos canários
Zé Ramalho.
Adentramos as portas do inferno.
Dancemos sobre os túmulos dos que já nasceram
mortos.
Zé Ramalho.



Joka

João Carlos Faria


https://www.youtube.com/watch?v=17Hql7PX7Rw
Provocações
Aquecimento para roubar o fruto do paraiso.



Abunjanra sempre em seu programa o que é a vida?
Sei lá ? Você sabe?
Nestes dias solidão, banho de cachoeira.
Caminhar pelas cidades vazias?
Fazer planejamentos de inicio de ano.
Planificado já basta o socialismo.
A vida não dá lucro não é consumo
vazio.
Nem é Capitalista, Socialista.
E não abaixa-se e curva-se ao Deus mercado.
Quantas vontades, quantas ideologias que nos
assaltam durante toda a vida.
Regras, limites, convenções.
Mal e Bem ?
E ai Abujanra o que é a vida?
Igrejas, Deus, Religião.
Partidos Políticos.
Mercado de trabalho, patrão.
Família.
E o que é a vida?
Quantas mascaras coladas em nossos rostos?
Quantas leituras , livros, escritores.
E o que é a vida?
Será nos meros consumidores de sabonete?
A vida não é vazia, nem Fernando Pessoa.
Poetas estão tão perdidos no labirinto, quanto
eu e você.



Joka


João Carlos Faria  

Secos e Molhados, repetidas vezes.

A noite adentra a noite.
Poetas publicam poesias na rede.
E a noite quente de verão.
Faz nossos fantasmas aparecerem.

E nos brindam com a taça.

Dias de escritos longos, preciso redescobrir

os textos curtos. Leio poetas mas ando a ler cronicas.

Nada como um livro na tarde.

Mas nada como escritos longos, revesados

com poemas.

Quando terei folego para um romance?

Arriscar um roteiro, peça de teatro.

Só escrevo o imediato.

E afinal para que escrevo?




sábado, 3 de janeiro de 2015

Ritual de Brasilidade, Folia de Reis.

Dedicado a memoria de Dona Josá, bisavó.

Tarde de verão, num sábado. Tirei o dia para o sossego nada de sair. Preciso meditar
na noite, chuva de mais de uma hora. Lendo um bom livro. Derre pente um som forte nas ruas músicas e felizmente não era aqueles fankes cariocas em alto volume. Que nos fazem sonhar com condomínios fechados. Vivemos num pais sem estado, sem governo sem policia. Educação nos falta. Por causa desta ineficiência o capitalismo
soa vitorioso. Criando uma sociedade cada vez mais egoísta e dissimulada.
Mas era algo bom nossas raízes ali retratada em minha rua. Uma folia de reis. Deixei o livro e sem pensar a segui. Aquela música, aquele cantar que vem de
dentro de nossa alma. Ao meu ver algo indígena, africano dentro do Catolicismo.
Entrei na casa acompanhei. Senti -me parte daquilo por alguns momentos me via
cantando e tocando aquelas violas. Terminado sai não fotografei, não filmei me sentiria invadindo aquele ritual de Brasilidade. Algo que as pessoas dizem como roubar a alma.
Que pais é este que nos surpreende sempre. Que povo que se altera de humor. Hoje ganhamos Mandis pescado numa represa de Paraibuna. Três peixes bonitos prestes
a morrer. Ser carnívoro é algo bem estranho. Mas necessário.
Lembre-me de minha Bisavó Dona Josa que mantinha um belo presépio o ano
todo em Paraisópolis Sul de Minas Gerais em plena Serra da Mantiqueira.
Ela fazia aquelas quitandas, biscoito, doces, broas o ano todo. Eu sempre passava
férias em sua casa. Católica tradicional só ouvia a Rádio Aparecida.
Eu andava por suas terras na época ela tinha mais de oitenta anos.
Este Brasil Caipira esta dentro de nós, mesmo que se moracemos em grandes cidades
o que gosto em São José dos Campos e que com uma simples passagem de circular
podemos ir numa bela zona rural. Cercadas de matas e cachoeiras alguns lugares deveriam ser reflorestados.
Do meu bairro Vila Industrial nos anos oitenta. Íamos pela imensa Vargem até o
Rio Paraíba do Sul. Tentei isto a uns dois anos e levei um choque de uma cerca elétrica. Fui com um amigo em 2009 até Santana por um caminho beirando um
córrego infelizmente poluído. Sempre quis andar de Canoa no Rio mesmo poluído. Com outro amigo vi uma lancha. Para aquelas bandas tem uma fazenda antiga
que tem uma Vila com belas casas mas a entrada atualmente é proibida e hoje
respeito os limites. O Brasil se desconhece?
A arte, cultura aqui contagia poucos, faço parte de uma minoria segundo o poeta Carlos Aguapé uma Tribo Invisível.
Minha grande incerteza é não conseguir contribuir com algo novo dentro de uma
sala de aula enquanto educador? Parece que as escolas daqui tem uma certa influencia
da ditura militar do tempo de prefeito Sobral.
Que tentou modernizar a cidade, proibindo tantas coisas. Na Rua XV conta-se que
as pessoas passeavam de um lado a outro. E este prefeito colocado pelo
governo militar simplesmente proibiu.
Ele construiu o Teatrão para servir para Operas, Concertos e erraram na acústica.
Ele deixou marcas reacionárias na educação segundo muitos profissionais da educação da cidade mas quem ousa debater?
O silencio faz parte de nossa cultura. Se bem que a Revista Caros Amigos tem
uma bela série das revoltas Brasileiras.
Somos, caipiras, mudernos eu tento seguir os passos de Oswald Andrade, Mario de Andrade mas só tento.
Porque tudo que fazemos parece sempre dar num grande abismo e sempre temos
que recomeçar do Zero.
Vamos seguindo a passos de tartaruga, bem devagar. Quase sem recurso e sem apoio.
Mas resistir sem nunca desistir. Na democracia se pode tudo nada se faz.
O Capital modela as pessoas. A educação não liberta serve para criar meros operários,
consumidores.
Quem ousa pensar esta fora da festa. Mas como alguém da resistência me confessou devemos procurar as brechas.
Vamos seguir em frente a vida é bela.
E não temos crédito no cartão de crédito.

Joka



João Carlos Faria

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Poesia no fim da tarde

Tem gente que apressa o dia, ainda manhã já querem ver o jornal do almoço.

As mesmas velhas noticias ou a falta delas num reciclar de matérias passadas.

A vida cotidiana. Os poetas estes mesmo quando se repetem são originais.

Ontem no fim da tarde. Estava indo a um encontro com velhos amigos.
E uma bela mulher num cruzamento que deveria ter uma praça, uma lagoa
e uma mina D'Água.
Mas hoje com três grandes lojas, hipermercado, revendedora de carros.
Ela me viu e gritou de seu carro e ai poeta viva
a poesia.
Acenei seguindo em frente não
é um Jabuti.
Mais um incentivo para continuar na árdua tarefa de escriba.
Estava imaginando naquele momento que daqui a uns cem anos este mesmo lugar estará restabelecido a área da concessionaria
será uma praça, a loja uma lagoa e córrego estará despoluído.
Um dia a humanidade se tornará humana e não predadora de si mesma.



Joka

João Carlos Faria   

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Sem politica não vivemos

Na TV posse de governadores é a politica. Que move tudo, economia, arte , educação.
Teremos um ano conturbado. Mas numa conversa com quem entende de politica
me fez um alerta.
Esta nova recessão e queda do Petróleo faz parte da guerra dos países industrializados e as potencias econômicas.
Contra os Brincs.
E o BRASIL faz parte disto.
Quero ver se teremos força para enfrentar. Se tivesse dado Aécio na presidência já tinha se realinhado aos Estados Unidos.
Que a corrupção seja combatida a ferro e fogo.
Findada é difícil este vicio faz parte do Egoismo humano.
A humanidade tem suas virtudes e seus defeitos.
As articulações para as eleições para prefeito já estão a pleno vapor.
É preciso aprender a votar para vereador.
É preciso aprender a fazer politica com ética. Eu que já passei por dois partidos
e convivi nos bastidores sei que ética é uma palavra pouco praticada na politica.
Não existe homens bons, ser bom é algo a ser conquistado. A lei da selva é forte
em qualquer sociedade.
Mas a humanidade ainda pode se salvar de si mesma.
Dada a atitude predadora humana parece que assassinamos Deus.
Mas Deus é a própria Ave Fênix e sempre ressurge das cinzas.

Joka

João Carlos Faria