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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Talvez eu mero fantasma


Viver, escrever, viver.
Nestes dias de calor, rotina alterada, leituras e mais leituras.
Portão de casa, contos e cotação de historias a vida sendo
contada pelas pessoas.
As vezes fingimos estar lendo só para ouvir. Ainda mais um livro de
um mestre da cronica que é Ignácio de Loyola Brandão talvez
o primeiro livro que leio dele. Virão outros.
Do portão de sua casa poderás ver o mundo. É preciso aprender
a ouvir.
Hoje andei pelo bairro com outro olhar. E olha que já são mais
de trinta anos num único bairro.
Histórias de fantasmas , mula sem cabeça. O Sul de Minas recontado.
Fantasmas em minha rua.
Talvez eu mero fantasma.
Tenho dúvida de minha existência será tudo um sonho?
Orfeu nos engana? Nestes dias de calor, hoje foi brisa. Leve.
Eu poderia estar assistindo a um filme na internet. Mas escrever
nos faz sentir vivos.
O Brasil numa imensa transformação. E eu com pouco acesso
a pessoas que os decifra.
Jogo minhas iscas na internet. Mas nada como uma conversa
ao pé do ouvido.
Contento-me com as vozes do povo. Na rua vemos toda
a problemática da sociedade. Parece que este universo de politica, faculdade,
arte não decifra a real necessidade do povo.
Estamos numa imensa bolha?
Enquanto agentes sociais somos povo e temos uma imensa negação.
Por mais que me esforce parece que não retrato as necessidades de nossa
nação.
Quantas utopias? Parece ter uma trave em nossos olhos, ouvidos.
E uma imensa ausência de sensibilidade. E os estudos acadêmicos
nos faz estar mais longe. Nada como as cronicas de Ignácio de Loyola
Brandão ou um romance de Saramago.
Escrever é uma imenso desafio. Leio estes livros escritos a mais de trinta
anos e me decifra o mundo. Escritores que passam por uma redação de
jornais tem um senso de realidade grande.
Eu sempre nas utopias de uma esquerda que no poder é centro. E alienada
da realidade Brasileira.
Que pais estamos construindo. Não estamos decifrando o Brasil.
Nunca senti a classe social a qual pertenço representada na escrita, música, cinema,
televisão.
Nunca fomos da classe média. Nem das favelas.
O que somos?
Por isto estamos sempre sendo devorados. Não pertencemos a lugar nenhum.
Nasci em Minas e cresci em São Paulo. Em Minas sou Paulista aqui Mineiro?
Quem sou? Quem somos?
Como construiremos uma educação que realmente transforme?
O Brasil deu um salto econômico. Hoje tem um grande mercado de consumo?
Mas a alienação persiste vimos isto durante a eleição entre as esquerdas e a
direita?
Uma grande torre de babel? Espero um ano mais conturbado em 2015.
Falta maturidade politica a sociedade Brasileira?
Tinha um filme de Hugo Carvana DIAS MELHORES VIRÃO?
Cade estes dias?
O que esperar de 2015 na politica? Na economia?
Um pais em arrocho? Em crise?
Em transformação. Mas democracia é assim.
Temos tantos caminhos a percorrer?
Estou criando um bordão estamos vivos?
O Brasil da década de 1980 retratada em O VERDE VIOLENTOU O MURO
de Ignácio de Loyola Brandão.
Esta dialogando com o Brasil de hoje.
Quem somos? E Cazuza nos disse BRASIL MOSTRA SUA CARA QUERO VER
QUEM PAGA PRA GENTE SER ASSIM.
E os socios aparecem surge num enorme Iceberg … PETROBRAS …
Monteiro Lobato dizia O PETROLEO É NOSSO.
Vamos a jornada 2015.
Se sobrevivermos quem sabe faço uma cronica no fim do ano.
Sorte.
Paz e amor.

Joka



João Carlos Faria

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