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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Por onde anda Berlim?

Eu não sendo, vejo me em outros.
Outras vidas, outros corpos.
E a garota de vermelho no parque a correr.
A cidade que se parte.
O calor de verão.
Cronicas de Berlim.

Leio vorazmente O VERDE VIOLENTOU O MURO.
De Ignácio Loyola Brandão

Perco-me em mim.
Alma, sedenta de alma.
Corpo sedento de corpo.
A vida no verão.

Caminho pelo centro da cidade.
A cidade esvaziada de almas perdidas.
Caminho sem encontrar almas vivas.
Só uma pessoa.
E a garota de vermelho no parque a correr.

Dane-se a separação de cronicas, romance, poesia.
Tudo é vida.
O Facebook me apresenta uma multidão de grandes cabeças
da literatura contemporânea de consagrados a meros aspirantes.
Imaginem Nietzsche, Fernando Pessoa, Baudelaire diante
de uma tela de computador?
Iphone ? Ipod?
Tablet? Celular?
E a vida se esvai neste calor de verão.
Quantas almas não sendo e sendo.
E a garota de vermelho no parque.
Somente olhares.

Perco-me em mim.
Alma, sedenta de alma.
Corpo sedento de corpo.
A vida no verão.
As vezes queria experimentar outros corpos
como se troca-se de roupa.
Trocaria de corpos, viveria outras vidas.

Já li um livro assim sobre saídas em astral.
O cara entrava em outro corpo tomava a vida
de alguém num planeta desconhecido.
Ou você só acredira em vida neste planeta Azul?
Por onde anda Berlim.
Não sei filosofar em Alemão.
Nem sei se sei filosofar?
Quantas almas a deriva.
Quantos corpos querendo outros corpos
nestes dias de verão?

Eu não sendo , vejo em outros.

Joka

João Carlos Faria


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