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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Matéria de Rascunho

Ao ator, poeta Eduardo Tornagui

Natal, Sérgio Santana falando de Duchamp num documentário do canal curta, leitura de Ignácio de
Loyala Brandão O VERDE VIOLENTOU O MURO de 1984? Impressões da guerra fria.
Meus caros como seria conviver com a solidão sem a internet. Não sei como eu viveria sem a escrita.
Já não suporto minha desorganização para por meus escritos em livro. É difícil ficar um dia sem escrever.
Estes dias fiquei quinze sem internet e TV a cabo e sem escrever.
Só sei ser criativo na escrita. Não aprendi a tocar nenhum instrumento, desenhar. Fazer um longa-metragem. Já não sei nem editar vídeos.
A vida é breve. Quando morrer não terei computador para descrever o outro lado?
Só rangeres de dente e o esquecimento de si mesmo. Ainda bem que sou adepto do retorno.
Mas será outra pessoas outras vidas se tiver uma chance. Então escrever, fazer arte e deixar
uma pegada uma prova de uma inexistência comum e mediucre.
Tive o prazer de descobrir a REVISTA PLANETA quando era esoteria e só agora reconheço
a bela fase ecológica dela.
A metafisica nos da uma esperança ante a possibilidade do nada?
E os escritores nos deixam apaixonados pela vida. Ignácio de Loyala não gosta dos que vivem
só para os livros.
Eu também não. A literatura Beat é vida mas não somos Beat.
Somos esta estranha contemporaneidade esta sociedade individualista. E a maturidade tem a estranheza da solidão cada vez maior.
A sociedade ocidental só valoriza a juventude. Por isto uma geração queria morrer jovem.
Quanta falta faz Raul Seixas, Cazuza.
Desculpe mas vivemos nosso fracasso a cada dia. A morte sempre a nossa espreita espero que seja charmosa como no filme O sétimo celo?
Hoje Jesus Cristo faz aniversário. Dias deste me veio uma ideia estranha de criar uma historia para cada um dos Evangelistas pelo menos dos quatro evangelhos.
Tive pouco acesso aos apócrifos chamados Evangelhos Gnósticos.
Será que saberei passar este prazer da escrita aos meus alunos?
Estudar é o caminho. Mas nada como ser autodidata nada contra a Academia que desvendo sua
linguagem e sua importância.
Mas a vida é breve. E vamos vivê-la. Vamos comtemplala e participar. Hoje tirei o dia para estar só já sinto saudades de Memorial do Convento de Saramago.
E ele escreveu sobre Ricardo Reis, Fernando Pessoa. Tem maior poeta que Pessoa?
Me apresentem? Gosto de poesia. Eu simplesmente queria fazer musica na minha adolescência
seria algo simples.
E enveredei pelos caminhos da arte São José dos Campos é uma cidade fascinante com muita gente
criativa. Um mundo em si mesma.
Mas já não tenho expectativas quanto a cidade. Deixo a cidade se achar já não interfiro. Amo a cidade mas preciso sempre descobrir o mundo.
A vida é breve, já não tenho a juventude. Só a maturidade caminho para a velhice e depois
a morte.
Nossa eterna sorte sem nenhum glamour ou pompa.
Então cada escrito deve ter alma, suor e vida pode ser as ultimas linhas.
Entreguemos a escrita com alma, corpo, desejo, amor e sexo.
Cada escrito um manifesto. A tempos encerrei minhas performances quero quem sabe fazer teatro
algo mais elaborado.
Gostei de ler o livro de poemas do ator, poeta Eduardo Tornagui Matéria de Rascunho.
Ele fala com uma evercencia sobre a idéia de campos de poesia tantos como os campos de várzea
e retrata a poesia de hoje na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Cidade que amo e que quero voltar adotada por Nélio Fetnando ator, performance.
A vida é breve e sempre tive a mesma ideia sobre a popularização da poesia.
E graça a internet ela se difunde mundo afora. Com quantos sonhos se monta uma editora, gravadora, produtora de cinema?
Nosso amor pela arte só se esvai com a ultima areia de nossa ampulheta.
E carregamos para o infinito.
Nos anos oitenta assisti uma palestra de Ignácio Loyola Brandão em minha escola chamada
Ana Candida de Barros Molina na Vila Industrial
E a vida segue um dia quem sabe aprendo a organizar livros e publicá-los alguém que
conheço aprendeu a editar revista em papel e quer desisti?.
Não, siga em frente a várias maneiras de fazer arte sem o paternalismo do estado.
Invente a sua, sejamos empreendedores.
Sejamos visionários a humanidade adormecida pode vir a agradecer.
A vida é livre aqui agora.
Feliz Natal.
Que o Cristo nasça em nosso coração.

Joka


João Carlos Faria

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