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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Joka

A morte sempre passeia pelo jardim

Meia noite, cães silenciam-se.
O minotauro desperta e vagueia pelo labirinto.
A noite anda quente.
Abre-se uma estrada entre os infinitos.
Um dia alguém disse faça-se a luz.
E assim foi feita.
Mais uma noite de primavera, quente.
Cães em silencio.

Um anjo de uma só asa em vão tenta voar.
E caminha pela cidade quase adormecida.

Neste dias de calor não há nada a ser feito.
Além de viver este sonho.
Um dia alguém irá despertar.

A morte sempre passeia pelo jardim.
E a vida sempre ao seu lado.

Devemos adentrar ao ilusório universo dos sonhos.
Quem de nós sobrevive a ilusão?
Não existir é divertido.

Meia noite, cães silenciam-se.
O minotauro desperta e vagueia pelo labirinto.

João Carlos Faria


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