Seguidores

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Joka

Almas a deriva

Pés ficando ao chão, como raízes de uma arvore, devoro a escrita de
Gabraz Sanna.
A antropofagia faz parte de minha escrita de minha arte? E não arte.
A chuva que se anunciava ainda não chegou. Leio vorazmente os perfis
no facebook.
Nada a declarar. Almas a deriva.
Sinto-me pássaro sem asa. Anjo caído.
A poesia me devora leio atentamente Deepak Chopra leio a solidão
e o desespero de homens comuns.
O grito silencioso de uma humanidade que desaba no abismo.
Gabraz Sanna chama a atenção com suas fotografias em branco e preto.
Quantos universos. Ainda não visualizei estrelas.
Hoje caminhei na tarde pela Patagônia e adormeci homem e nasci
arvore. Minha raiz alcança sua alma. E sua escrita então leiam
e não leiam Gabraz Sanna.
As vezes é melhor não ler? Cade nossa memoria ancestral. Quantos
anjos e demônios dentro de nós.
Não ser lido para mim já não tem importância alguma.
Mas quero adentrar a minha caverna ver meus demônios e anjos.
O relógio incendeia meus ouvidos. O toque do celular na madrugada
primaveril.
Demônios se travestem de Anjos. A morte será avista por todos
nós com sua foice.
E o amor a onde fica nesta historia toda?
Mas falo de tantos amores.
Preciso calar-me a meditação é o tesouro a ser alcançado.
Alma a deriva, quase inexistente.
E devoro os escritos de Gabraz Sanna, suas fotos em preto e
branco.
Quem é Gabraz Sanna?
Nem sei quem é João Carlos Faria?
Quem de nós sabe de suas pré existências?
Pré desistência?
Não somos, não existimos.
Porque fui ler Cassiano Ricardo?
Para chegar a minha ancestralidade, o Sul de Minas Gerais.
Não sou, não tenho, não existo.
Pés ficando ao chão, homem arvore.

João Carlos Faria



Nenhum comentário: