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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

De Memorial do Convento a lama atual

Para quem se assusta ainda com a corrupção no Brasil e as mazelas do poder.
Leiam Memorial do Convento de José Saramago já estou chegando ao fim do livro.
Ufa tive quinze dias sem internet. O ruim é ficar sem escrever.
Só assistindo a TV Globo.
E agora tantos e tantos escândalos.
Mas o que adianta nos digladiarmos nesta rede?
Se ninguém se organiza de fato para mudar o jogo de poder.
Dentro do respeito a democracia e a boa convivência.
Dizem por ai que esquerda e direita é uma mera ilusão. Não tenho muito esta concordância. Existem sim projetos políticos e econômicos que se rivalizam sim. E existe vontade de transformar as questões sociais e entender o mundo atual. A economia criativa esta ai quietinha fazendo suas transformações.
Mas temos que nos balizar pela ética. Algo raro nas decisões da classe politica.
O governo de São Paulo tentando punir e punindo a população por uma gestão ineficiente da Sabesp. Que não conseguiu se planejar para épocas de estiagem
como esta em que passamos.
O governo federal com o escândalo da Petrobras mas tudo sempre vem a
luz porque estamos numa democracia.
Nos anos de chumbo se roubava as escuras e não se chegava a estes larápios.
O duro é que já se fala em privatização da Petrobras o poder publico
deve ser eficiente em sua gestão.
Que se prove e se puna os culpados.
E cabe a nos do povo aprendermos a fazer politica se queremos
de fato mudar alguma coisa neste pais.
Mas como já estou na militância a um bom tempo sei como é difícil se organizar
politicamente.
Não cabe a ninguém se fingir de morto diante de tantas mazelas na atuação
politica neste pais.
Os partidos políticos estão partidos e podres. A lama em todos os lugares.
E a lama nos alcança a alma?
Mas tenhamos fé. Que se constrói um novo pais desde junho de 2013.
A uma juventude que não dorme em berço esplendido.
E minha geração já madura não foge a luta. Alguns andam adormecidos.
Tudo que acontece no Brasil e no mundo deve nos motivar para não ficar
mudos e agir.
A vida acontece nas ruas. A internet serve como reflexão.
Guimarães Rosa sempre dizia viver é muito perigoso.
E assim vamos. Que a roda gira e como os personagens de um tal
José Saramago em pleno século dezoito acreditaram que poderiam
voar e voaram.
Se olhacemos para dentro de nós com os olhos de Blimunda
que a tudo via com transparência viríamos nossa luz e nossas
trevas.
A vida é leve para os que vivem. Bom natal.

Joka


João Carlos Faria.    

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