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domingo, 7 de dezembro de 2014

Canção aos que virão

E um dia tudo será pó e nossa incivilidade não existira, que povos ou seres habitaram a terra?
Dizem que vivemos o sonho dos deuses.
E agora passamos ou não passamos para o Antropoceno?
Vejo -me estatua de sal, porque fui olhar para trás?
Alma, mergulhada no oceano do infinito.
E Sophia que se viu refletida no abismo. E mergulhou a procura de um reflexo de si mesma.
E nós ainda sombra, centelha divina.
E o Sol lá fora neste dia de Domingo.
Quando lemos jornais e eu ouço boa música portenha de nossa América.
Eu que andei pela Amazônia, Andes.
Nadei no Paraíba. E estes mares já navegados.
Um dia nossa incivilidade será vista nos registros da natureza.
E muitos não terão certeza se existimos ou não. Como as dúvidas que se tem
sobre Atlântida.
Mas nada disso é nada diante da vida, um almoço em família.
A busca pelo amor que ainda não encontramos.
Caminhos espirituais que ousamos seguir sem saber a onde chegaremos, se chegaremos?
Afinal o que são três montanhas?
Diante de nossas infinitas existências? Insisto quantas desistências.
Temos que decidir quando vemos o quadro O Jardim das Delicias.
Nem mago, nem magro. Em plena maturidade.
Uma canção que me encanta que será lembrança em meus ouvidos.
Eu que toquei piano num parque. Sem saber quais notas tocava.
Quem sabe um dia compro um piano de calda?
A vida, em suas dificuldades em sua possibilidade de liberdade.
Devemos, ter e ser no mesmo momento?
Não ser, crescer, morrer dentro de mim.
E me fazer homem.
Nada como conhecer almas insaciáveis num sábado a tarde.
Almas a deriva. Almas sedentas de paz.

João Carlos Faria

Boas festas, aos leitores se eu os tiver.
Estarei fora de cena, com pouco acesso a esta tecnologia
em breve de volta.







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