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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014


Bendito seja o fracasso literário arte sem erro não é arte.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Talvez eu mero fantasma


Viver, escrever, viver.
Nestes dias de calor, rotina alterada, leituras e mais leituras.
Portão de casa, contos e cotação de historias a vida sendo
contada pelas pessoas.
As vezes fingimos estar lendo só para ouvir. Ainda mais um livro de
um mestre da cronica que é Ignácio de Loyola Brandão talvez
o primeiro livro que leio dele. Virão outros.
Do portão de sua casa poderás ver o mundo. É preciso aprender
a ouvir.
Hoje andei pelo bairro com outro olhar. E olha que já são mais
de trinta anos num único bairro.
Histórias de fantasmas , mula sem cabeça. O Sul de Minas recontado.
Fantasmas em minha rua.
Talvez eu mero fantasma.
Tenho dúvida de minha existência será tudo um sonho?
Orfeu nos engana? Nestes dias de calor, hoje foi brisa. Leve.
Eu poderia estar assistindo a um filme na internet. Mas escrever
nos faz sentir vivos.
O Brasil numa imensa transformação. E eu com pouco acesso
a pessoas que os decifra.
Jogo minhas iscas na internet. Mas nada como uma conversa
ao pé do ouvido.
Contento-me com as vozes do povo. Na rua vemos toda
a problemática da sociedade. Parece que este universo de politica, faculdade,
arte não decifra a real necessidade do povo.
Estamos numa imensa bolha?
Enquanto agentes sociais somos povo e temos uma imensa negação.
Por mais que me esforce parece que não retrato as necessidades de nossa
nação.
Quantas utopias? Parece ter uma trave em nossos olhos, ouvidos.
E uma imensa ausência de sensibilidade. E os estudos acadêmicos
nos faz estar mais longe. Nada como as cronicas de Ignácio de Loyola
Brandão ou um romance de Saramago.
Escrever é uma imenso desafio. Leio estes livros escritos a mais de trinta
anos e me decifra o mundo. Escritores que passam por uma redação de
jornais tem um senso de realidade grande.
Eu sempre nas utopias de uma esquerda que no poder é centro. E alienada
da realidade Brasileira.
Que pais estamos construindo. Não estamos decifrando o Brasil.
Nunca senti a classe social a qual pertenço representada na escrita, música, cinema,
televisão.
Nunca fomos da classe média. Nem das favelas.
O que somos?
Por isto estamos sempre sendo devorados. Não pertencemos a lugar nenhum.
Nasci em Minas e cresci em São Paulo. Em Minas sou Paulista aqui Mineiro?
Quem sou? Quem somos?
Como construiremos uma educação que realmente transforme?
O Brasil deu um salto econômico. Hoje tem um grande mercado de consumo?
Mas a alienação persiste vimos isto durante a eleição entre as esquerdas e a
direita?
Uma grande torre de babel? Espero um ano mais conturbado em 2015.
Falta maturidade politica a sociedade Brasileira?
Tinha um filme de Hugo Carvana DIAS MELHORES VIRÃO?
Cade estes dias?
O que esperar de 2015 na politica? Na economia?
Um pais em arrocho? Em crise?
Em transformação. Mas democracia é assim.
Temos tantos caminhos a percorrer?
Estou criando um bordão estamos vivos?
O Brasil da década de 1980 retratada em O VERDE VIOLENTOU O MURO
de Ignácio de Loyola Brandão.
Esta dialogando com o Brasil de hoje.
Quem somos? E Cazuza nos disse BRASIL MOSTRA SUA CARA QUERO VER
QUEM PAGA PRA GENTE SER ASSIM.
E os socios aparecem surge num enorme Iceberg … PETROBRAS …
Monteiro Lobato dizia O PETROLEO É NOSSO.
Vamos a jornada 2015.
Se sobrevivermos quem sabe faço uma cronica no fim do ano.
Sorte.
Paz e amor.

Joka



João Carlos Faria

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Canto a 2015


Pós a chuva de verão, fui ouvir música as novas estrelas da música
pop Americana da atual geração vários clipes de Ariana Grande num planetas
diferente uma viagem daquelas que queríamos fazer o roteiro e o filme
como em Barba lela.
Depois veio alguma de séries de televisão para crianças como I Carly
neste os americanos são geniais.
E temos um jovem diretor que vai despontar com seus filmes de ação
Vinícius Santos.
O cinema, TV e inovação.
Mas depois fui ouvir o CD Transa de Caetano Veloso e me foi indicado
por um poeta o disco Jorge Ben e Gilberto Gil uma grande viagem
musical.
A arte é arte, alquimia transformação. E a chuva passou estou ouvindo o
cd.
E Edu Planchez numa conversa por celular em Caraguatatuba de uma hora e
meia me falou de um Jorge Ben mítico não dei trela e agora me rendo
ao poeta mítico Jorge Ben.
E ano que vem 2015 vem um livro de poema de Alceu Valença poesia, música
tudo se mistura.
2015 faculdade concluída, arrumar trabalho e voltar a produzir via projetos
solos e coletivos.
Da Celebração ao Renascimento da Poesia nasceu o CD Tudo que te Agrade
depois a série de cds com Cidade das Palavras.
Um coletânea Seis passos para o abismo, meu livro Retinas.
E agora quero voltar a produzir. Mas preciso primeiramente arrumar
trabalho viver de arte no Brasil é quase utopia.
Mas nossos olhos se abrem diante das estrelas fragmento de um poema
meu.
Não deixei de escrever graças ao Entrementes neste anos todos.
Gente ainda estamos vivos.
A cena cultural Brasileira é outra. Tá acho que até falta um Fundo de
Cultura nacional.
Mas nos cabe outras formas de empreender. Ontem vi um trecho de
documentário de Letícia Sabatela no Canal Brasil.
As coisa acontecem vamos fazer as pedras rolarem.
Quem não produz esta morto.
A vida é bela. A arte nos faz transcender. E Deus esta bem vivo.
A poesia é matéria prima das artes.
Vamos seguir firmes.
Quiça o trem anunciado por Raul Seixas ainda andam longe a estação.
Temos muito por fazer no individual e no coletivo.
A arte faz gerar a economia de forma criativa.
Decretemos o fim do egoísta Capitalismo com ações e atitude.
Se transforma um pais pelas bases.
E Solfidone fundou nos anos noventa a Base Ativa dos Seres Extra Terrestre.
A Sociedade dos Poetas Vivos.
E nos a Irmandade Neo Filosófica.
O novo advir. Façamos o novo.
Ainda temos fé na humanidade.
Como diria Franklin Maciel no livro seis passos para o abismo.
Os de Bom Coração sejam bem vindos.
O homem vive em guerra entre o mal e o bem.
Salve Jorge.
Temos o amor enquanto transformação alquímica.
Somos o incrível exercito de Branca leone.
A vida é bela.


Joka



João Carlos Faria         
"a velha chama"
JO KA Faria,
as mil e uma noites nunca deixaram
e nunca deixarão de cá estar,
os meandros das florestas não são uma realidade paralela.
Sei que muitos Rimbaud's se contorcem no animato
e a "velha chama" cantada por Tom Jobim
permanece inalterada em mim, em ti, em 
Diego El Khouri ,
nas humanidades de Bete Souza...
Sejamos o espelho para que todos se vejam:
certo dia nos vivos anos oitentas,
Irael Luziano e um de seus irmãos,
entrou no "shopping centro"
da cidade em que vives ( são josé dos campos )
mostrando para as pessoas as suas próprias faces,
suas identidades ocultas
por esses olhos nossos
que não enxergam mais que um palmo
diante de nossos narizes melequentos:
durante esse áto de Irael Luziano e seu irmão,
um vigia foi chamado para reprimí-los,
conta Irael Luziano,
que eles quebraram o espelho
na cabeça do mal pago pau mandado homem
e saíram correndo:
o que poucos sabem,
é que ao ser quebrado sobre o crânio humanóide,
o espelho libertou os infinitos pirilampos
vindos do começo e do jamais fim do mundo.
Joka Faria, somos filhos desses pirilampos,
desses fantasmas
que para o sempre vivem descando a sonora laranja,
os sonoros planetas, as laranjas-cabeças nossas.
Porra, nem tudo está perdido ( e tudo está perdido),
nem tudo virou bolor
( mas é do bolor do novíssimo pão de Van Gogh
que irrompe a grande sangria
que nos resgata do fundo dos charcos,
de dentro da pedra necrosada
que cresceu por descuido entre os miolos
das nossas muitas mortes e renascimentos).
Estou muito pior, estou muito melhor,
estou para além de todos os amores,
nas flores genitálias vivas perfumadas
de todos os amores meus e teus,
estou no sol e estou na água,
já não tenho limites ( e tenho limites).
O antigo medo e o atual medo vez por outra me rondam,
beijo a boca da luz,
beijo a boca das trevas
e vejo o filme "Cidade Oculta"
que tem direção de Carla Camurati
e trilha sonora de Arrigo Barnabé
( que também é um ator, um dos personagens da trama).


domingo, 28 de dezembro de 2014

Este Edu Planchêz esta no centro dos acontecimentos Rio de Janeiro e a inteligencia artística, cultural nacional se faz de cega, surda e muda? Mesmo sendo narciso é um poeta dos bons. Será que nos da periferia no interior de Sampa teremos que lançá-lo ao mundo? Acorda Brasil. Criemos a Sociedade dos Poetas Vivos. Solfidone já o fez nos anos noventa na Praça Afonso Pena.



Uso sangue, não tinta para escrever sobre as águas
(Por Edu Planchêz)
"O poeta é a antena da raça!"
(Ezra Pound)
"As flores vicejam mais nas páginas dos poetas
do que nos jardins verdadeiros."
( Rosa Maria Kapila)
Calmaria, parece que nada se move,
que os navios foram parafusados nos freios do mar,
que a baleia das cem bilhões de bocas engoliu
minha guitarra e todos os microfones,
que os versos meus se desprenderam do poema
e mergulharam na escuridão,
nas íris dos olhos do polvo engolidor
de planetas dourados
Mas todos aqui sabem,
o gênio de um escorpião javali
jamais se engessa
perante a um mar que não salga,
de um rio que não adoça,
do espadachim que não morre e nem mata
Uso sangue, não tinta
para escrever sobre as águas,
sêmem, não óleo,
purificar a terra e o ar
(Por Edu Planchêz)
Nestes dias de verão o corpo fala mais que qualquer moral.
Joka
A desistência de Deus


Como se traduz a alma?
Tantos desejos, como se cala desejos?
Como adentrar ao vazio?
Nestes sorridentes dia de calor.
Alma, esperançosa.
Vazia.
O corpo derrete-se. Banhado de suor.
Viver , amor.
Coração

Tantas leituras, releituras.
O saber profano. E o saber da alma.

Separa-se em vida corpo de alma.
Alma de corpo.

Suor, desejo.
Cancões ,

Poesia, metafisica.
A desistência de Deus?
Hoje já não se cala o corpo com um açoite.

Cala-se com calma, amor, fé. Paciência.

Como se cria a alma ? Como se nasce
duas vezes ?

É necessário a calma.
Fé.
Nestes sorridentes dias de calor.
Onde desejar se faz viver.
Vive-se sem desejo?

Joka



João Carlos Faria
As bailarinas dançarinas na noite de verão


Nietzsche É NECESSÁRIO POSSUIR UM CAOS DENTRO DE SI PARA NASCER UMA ESTRELA BRILHANTE


Verão, calor.
Corpos sem corpos.
Pele, suor.
Desejos
Insonia,

Almas, sem calma.
O corpo se faz forte e alma
sedenta de alma.

Como ousamos separar corpo de alma?
Fé de desejo?
Calma, insonia.

As estrelas brincam de esconde esconde.
E os seres humanos fazem amor nas alcovas.

Verão, calor.
Corpos sem corpos.
Pele, suor.
Desejos
Insonia,

Fantasias, desejos.
Luta entre mal e bem.

A uma estrela que pode nascer dentro
de nós?
Assim proclamou NIETZSCHE
Silencio na madrugada.
Uma luta árdua entre ser e esquecer.
Esqueçamos de tudo e adentremos
ao vazio.
Liberdade, alma.
Desejo amor?

Verão, calor.
Corpos sem corpos.
Pele, suor.
Desejos.
Insonia.

Joka


João Carlos Faria

sábado, 27 de dezembro de 2014

Corrupção um mal necessário ao fétido sistema CAPITALISTA?

Estava querendo dar um tempo com minhas meras opiniões politicas.
Mas silenciar-se é uma grande bobagem.
Vendo o cenário atual e o chororó das esquerdas contra o atual ministério
que Dilma monta.
Ela esta dando uma guinada ao mercado ao chamado setor produtivo
brasileiro.
Para tentar sua sobrevivência diante do escândalo da Petrobras.
No capitalismo se governa sem fazer corrupção?
As esquerdas são frouxas daqui a pouco estarão novamente com
Dilma mesmo que ela não lhes de nada ou algum empreguinho.
A elite sempre elite tem tudo o que quer?
Se este povo realmente fosse esquerda teriam montados cooperativas de trabalho,
empresas de trabalhadores.
O Sindicatos, ADC são hoje uma grande inutilidade não avançam não entendem
os dias de hoje.
E sempre estarão subservientes ao PT.
Ano que vem veremos a dimensão real da corrupção da Petrobras.
Ai veremos se Dilma sobrevive ou não
E o PT e seus militantes meros servidores do mercado.
O que é esquerda hoje ?
O Brasil precisa de tantas e tantas reformas um estatuto das crianças e adolescentes
que não impõem limites.
E da margem a nascer uma geração inteira sem saber limites.
Um povo que não sabe se organizar politicamente, só sabe ganhar eleições e chupar
o sangue da maquina estatal.
Sem nenhuma noção de gerenciamento e gestão.
O BNDES não poderia investir no desenvolvimento de cooperativas ?
Empresas de trabalhadores ?
Queremos sempre ser escravos do patrão sendo os capitalistas ou o estado.
Os anarquistas tinham um bom senso de buscar criar modelos de negócios.
Nossa cabeça ainda anda no seculo dezenove.
Tem uma geração um pouco mais antenada que desenvolve o Ubuntu.
E as Ongues a esquerda tradicional é uma besta que não sai do lugar
não se muda um pais só ganhando eleições.
No final quem manda é O CAPITAL

Joka


João Carlos Faria  

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Por onde anda Berlim?

Eu não sendo, vejo me em outros.
Outras vidas, outros corpos.
E a garota de vermelho no parque a correr.
A cidade que se parte.
O calor de verão.
Cronicas de Berlim.

Leio vorazmente O VERDE VIOLENTOU O MURO.
De Ignácio Loyola Brandão

Perco-me em mim.
Alma, sedenta de alma.
Corpo sedento de corpo.
A vida no verão.

Caminho pelo centro da cidade.
A cidade esvaziada de almas perdidas.
Caminho sem encontrar almas vivas.
Só uma pessoa.
E a garota de vermelho no parque a correr.

Dane-se a separação de cronicas, romance, poesia.
Tudo é vida.
O Facebook me apresenta uma multidão de grandes cabeças
da literatura contemporânea de consagrados a meros aspirantes.
Imaginem Nietzsche, Fernando Pessoa, Baudelaire diante
de uma tela de computador?
Iphone ? Ipod?
Tablet? Celular?
E a vida se esvai neste calor de verão.
Quantas almas não sendo e sendo.
E a garota de vermelho no parque.
Somente olhares.

Perco-me em mim.
Alma, sedenta de alma.
Corpo sedento de corpo.
A vida no verão.
As vezes queria experimentar outros corpos
como se troca-se de roupa.
Trocaria de corpos, viveria outras vidas.

Já li um livro assim sobre saídas em astral.
O cara entrava em outro corpo tomava a vida
de alguém num planeta desconhecido.
Ou você só acredira em vida neste planeta Azul?
Por onde anda Berlim.
Não sei filosofar em Alemão.
Nem sei se sei filosofar?
Quantas almas a deriva.
Quantos corpos querendo outros corpos
nestes dias de verão?

Eu não sendo , vejo em outros.

Joka

João Carlos Faria


quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Matéria de Rascunho

Ao ator, poeta Eduardo Tornagui

Natal, Sérgio Santana falando de Duchamp num documentário do canal curta, leitura de Ignácio de
Loyala Brandão O VERDE VIOLENTOU O MURO de 1984? Impressões da guerra fria.
Meus caros como seria conviver com a solidão sem a internet. Não sei como eu viveria sem a escrita.
Já não suporto minha desorganização para por meus escritos em livro. É difícil ficar um dia sem escrever.
Estes dias fiquei quinze sem internet e TV a cabo e sem escrever.
Só sei ser criativo na escrita. Não aprendi a tocar nenhum instrumento, desenhar. Fazer um longa-metragem. Já não sei nem editar vídeos.
A vida é breve. Quando morrer não terei computador para descrever o outro lado?
Só rangeres de dente e o esquecimento de si mesmo. Ainda bem que sou adepto do retorno.
Mas será outra pessoas outras vidas se tiver uma chance. Então escrever, fazer arte e deixar
uma pegada uma prova de uma inexistência comum e mediucre.
Tive o prazer de descobrir a REVISTA PLANETA quando era esoteria e só agora reconheço
a bela fase ecológica dela.
A metafisica nos da uma esperança ante a possibilidade do nada?
E os escritores nos deixam apaixonados pela vida. Ignácio de Loyala não gosta dos que vivem
só para os livros.
Eu também não. A literatura Beat é vida mas não somos Beat.
Somos esta estranha contemporaneidade esta sociedade individualista. E a maturidade tem a estranheza da solidão cada vez maior.
A sociedade ocidental só valoriza a juventude. Por isto uma geração queria morrer jovem.
Quanta falta faz Raul Seixas, Cazuza.
Desculpe mas vivemos nosso fracasso a cada dia. A morte sempre a nossa espreita espero que seja charmosa como no filme O sétimo celo?
Hoje Jesus Cristo faz aniversário. Dias deste me veio uma ideia estranha de criar uma historia para cada um dos Evangelistas pelo menos dos quatro evangelhos.
Tive pouco acesso aos apócrifos chamados Evangelhos Gnósticos.
Será que saberei passar este prazer da escrita aos meus alunos?
Estudar é o caminho. Mas nada como ser autodidata nada contra a Academia que desvendo sua
linguagem e sua importância.
Mas a vida é breve. E vamos vivê-la. Vamos comtemplala e participar. Hoje tirei o dia para estar só já sinto saudades de Memorial do Convento de Saramago.
E ele escreveu sobre Ricardo Reis, Fernando Pessoa. Tem maior poeta que Pessoa?
Me apresentem? Gosto de poesia. Eu simplesmente queria fazer musica na minha adolescência
seria algo simples.
E enveredei pelos caminhos da arte São José dos Campos é uma cidade fascinante com muita gente
criativa. Um mundo em si mesma.
Mas já não tenho expectativas quanto a cidade. Deixo a cidade se achar já não interfiro. Amo a cidade mas preciso sempre descobrir o mundo.
A vida é breve, já não tenho a juventude. Só a maturidade caminho para a velhice e depois
a morte.
Nossa eterna sorte sem nenhum glamour ou pompa.
Então cada escrito deve ter alma, suor e vida pode ser as ultimas linhas.
Entreguemos a escrita com alma, corpo, desejo, amor e sexo.
Cada escrito um manifesto. A tempos encerrei minhas performances quero quem sabe fazer teatro
algo mais elaborado.
Gostei de ler o livro de poemas do ator, poeta Eduardo Tornagui Matéria de Rascunho.
Ele fala com uma evercencia sobre a idéia de campos de poesia tantos como os campos de várzea
e retrata a poesia de hoje na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Cidade que amo e que quero voltar adotada por Nélio Fetnando ator, performance.
A vida é breve e sempre tive a mesma ideia sobre a popularização da poesia.
E graça a internet ela se difunde mundo afora. Com quantos sonhos se monta uma editora, gravadora, produtora de cinema?
Nosso amor pela arte só se esvai com a ultima areia de nossa ampulheta.
E carregamos para o infinito.
Nos anos oitenta assisti uma palestra de Ignácio Loyola Brandão em minha escola chamada
Ana Candida de Barros Molina na Vila Industrial
E a vida segue um dia quem sabe aprendo a organizar livros e publicá-los alguém que
conheço aprendeu a editar revista em papel e quer desisti?.
Não, siga em frente a várias maneiras de fazer arte sem o paternalismo do estado.
Invente a sua, sejamos empreendedores.
Sejamos visionários a humanidade adormecida pode vir a agradecer.
A vida é livre aqui agora.
Feliz Natal.
Que o Cristo nasça em nosso coração.

Joka


João Carlos Faria

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

As mulheres de Rubens Jardim

Entre a politica e a poesia fiquemos com as duas artes.
A vida é a vida e nada mais.
Nada como ler estas poetas que RUBENS JARDIN
nos apresenta.
Sei lá se existe poesia feminina ou de gênero.
Nesta época estranha e tão interessante em que vivemos
existe poesia, romances.
Falta pouco para terminar Saramago meus dois
livros que faço a seleção estão só no começo,
Como é duro selecionar seus escritos para publicar
novos livros.
Dias destes acordei tendo revisto toda minha trajetória
de artista.
E sempre vale a pena. Pois lutemos para nossa alma
não ser pequena.
Ler poesia ouvindo musica andina, lendo as mazelas
da politica.
E vendo nossa incompetência por não sabermos
nos organizar politicamente.
Que mundo estamos construindo?
Que abismos nos lançamos.
Poesia , arte não é coisa de gênero é coisa humana
necessidade de fazer valer a voz da alma.
Valeu Rubens.

Joka

João Carlos Faria


http://www.rubensjardim.com/blog.php?idb=43257

https://www.youtube.com/watch?v=ZXRTfOy4EVY

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

De Memorial do Convento a lama atual

Para quem se assusta ainda com a corrupção no Brasil e as mazelas do poder.
Leiam Memorial do Convento de José Saramago já estou chegando ao fim do livro.
Ufa tive quinze dias sem internet. O ruim é ficar sem escrever.
Só assistindo a TV Globo.
E agora tantos e tantos escândalos.
Mas o que adianta nos digladiarmos nesta rede?
Se ninguém se organiza de fato para mudar o jogo de poder.
Dentro do respeito a democracia e a boa convivência.
Dizem por ai que esquerda e direita é uma mera ilusão. Não tenho muito esta concordância. Existem sim projetos políticos e econômicos que se rivalizam sim. E existe vontade de transformar as questões sociais e entender o mundo atual. A economia criativa esta ai quietinha fazendo suas transformações.
Mas temos que nos balizar pela ética. Algo raro nas decisões da classe politica.
O governo de São Paulo tentando punir e punindo a população por uma gestão ineficiente da Sabesp. Que não conseguiu se planejar para épocas de estiagem
como esta em que passamos.
O governo federal com o escândalo da Petrobras mas tudo sempre vem a
luz porque estamos numa democracia.
Nos anos de chumbo se roubava as escuras e não se chegava a estes larápios.
O duro é que já se fala em privatização da Petrobras o poder publico
deve ser eficiente em sua gestão.
Que se prove e se puna os culpados.
E cabe a nos do povo aprendermos a fazer politica se queremos
de fato mudar alguma coisa neste pais.
Mas como já estou na militância a um bom tempo sei como é difícil se organizar
politicamente.
Não cabe a ninguém se fingir de morto diante de tantas mazelas na atuação
politica neste pais.
Os partidos políticos estão partidos e podres. A lama em todos os lugares.
E a lama nos alcança a alma?
Mas tenhamos fé. Que se constrói um novo pais desde junho de 2013.
A uma juventude que não dorme em berço esplendido.
E minha geração já madura não foge a luta. Alguns andam adormecidos.
Tudo que acontece no Brasil e no mundo deve nos motivar para não ficar
mudos e agir.
A vida acontece nas ruas. A internet serve como reflexão.
Guimarães Rosa sempre dizia viver é muito perigoso.
E assim vamos. Que a roda gira e como os personagens de um tal
José Saramago em pleno século dezoito acreditaram que poderiam
voar e voaram.
Se olhacemos para dentro de nós com os olhos de Blimunda
que a tudo via com transparência viríamos nossa luz e nossas
trevas.
A vida é leve para os que vivem. Bom natal.

Joka


João Carlos Faria.    

domingo, 7 de dezembro de 2014

Canção aos que virão

E um dia tudo será pó e nossa incivilidade não existira, que povos ou seres habitaram a terra?
Dizem que vivemos o sonho dos deuses.
E agora passamos ou não passamos para o Antropoceno?
Vejo -me estatua de sal, porque fui olhar para trás?
Alma, mergulhada no oceano do infinito.
E Sophia que se viu refletida no abismo. E mergulhou a procura de um reflexo de si mesma.
E nós ainda sombra, centelha divina.
E o Sol lá fora neste dia de Domingo.
Quando lemos jornais e eu ouço boa música portenha de nossa América.
Eu que andei pela Amazônia, Andes.
Nadei no Paraíba. E estes mares já navegados.
Um dia nossa incivilidade será vista nos registros da natureza.
E muitos não terão certeza se existimos ou não. Como as dúvidas que se tem
sobre Atlântida.
Mas nada disso é nada diante da vida, um almoço em família.
A busca pelo amor que ainda não encontramos.
Caminhos espirituais que ousamos seguir sem saber a onde chegaremos, se chegaremos?
Afinal o que são três montanhas?
Diante de nossas infinitas existências? Insisto quantas desistências.
Temos que decidir quando vemos o quadro O Jardim das Delicias.
Nem mago, nem magro. Em plena maturidade.
Uma canção que me encanta que será lembrança em meus ouvidos.
Eu que toquei piano num parque. Sem saber quais notas tocava.
Quem sabe um dia compro um piano de calda?
A vida, em suas dificuldades em sua possibilidade de liberdade.
Devemos, ter e ser no mesmo momento?
Não ser, crescer, morrer dentro de mim.
E me fazer homem.
Nada como conhecer almas insaciáveis num sábado a tarde.
Almas a deriva. Almas sedentas de paz.

João Carlos Faria

Boas festas, aos leitores se eu os tiver.
Estarei fora de cena, com pouco acesso a esta tecnologia
em breve de volta.







sábado, 6 de dezembro de 2014

Joka

Diálogos com Edu Planchez e Diego El Khouri num sábado de dezembro de 2014.


"A marginalidade é formada por aqueles que estão 'out' - aqueles que não tem acesso ao poder estabelecido involuntariamente por miséria, ou voluntariamente por escolha estética religiosa", (Timothy Leary.)

Afinal quem escolhe a marginalidade? Será então o povo com um todo é marginal? Ontem estava num estacionamento de um grande mercado aguardando um amigo. Foi daquelas saídas inesperadas
não conseguia ler alguns poemas de Pablo Neruda e estava no sofá não fazendo nada. Graças ao
Universo teve desligada, computador desligado num sexta-feira sem nenhuma opção. Já havia ido na manhã ao Parque da Cidade e ao centro e não encontrei ninguém só pessoas desejadas de consumir.
E hoje lendo e não lendo um dialogo de Edu Planchez e Diego El Khouri e fui citado como um grande moralista. Busco não seguir a boa moral burguesa que nos afeta a todos.
E para ser louco é ao acaso necessário usar de palavrões, recorrer a pornografia encher a cara de droga?
Estes caminhos não me satisfazem. Deepak Chopra em as Setes leis Espirituais do Sucesso nos
diz que não devemos agradar a ninguém mas gosto da tentativa do dialogo.
Hoje ando só. A solidão nunca é uma opção. Um amigo resolveu sair de cena ele não era poeta,
escritor e antenado mas tinha sabedoria e lia de tudo.
Parecia o bolseiro do livro Shidarta de Herman Hesse fiquei só em meu deserto.
Caminhos espirituais nos abrem portas eu escolhi um caminho só meu e já não quero convencer
ninguém de que eu esteja certo.
A vida é leve um intervalo na eternidade. Mas viver é sempre um desafio. 
Estamos sempre a deriva, aternidade se faz longa.
Diálogos entre surdo, mudo e cegos. Não nos reconhecemos no próximo?
O homem hoje é antena mas sem sintonia com o universo?

João Carlos Faria